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Dois pilotos morrem em colisão de helicópteros que combatiam incêndios na Grécia
Os dois tripulantes de um helicóptero de combate a incêndios morreram neste domingo (2) após uma colisão com outra aeronave na Grécia, onde os bombeiros enfrentam focos de incêndio em várias frentes, dificultados pelas condições meteorológicas no país.
Os dois helicópteros Bell colidiram na região de Psatha, a oeste de Atenas, informou o Corpo de Bombeiros neste domingo.
"Os pilotos foram levados inconscientes ao hospital, onde foi confirmada a morte de ambos", declarou o porta-voz dos bombeiros, Vassilis Vathrakogiannis, à televisão.
A tripulação do segundo helicóptero foi resgatada sem ferimentos.
Todos os helicópteros Bell que operam na região foram retirados de serviço enquanto uma investigação é realizada, segundo a emissora estatal ERT.
Os tripulantes mortos eram um dinamarquês e um grego, informou o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis em comunicado.
Com o acidente, subiu para cinco o número de mortos em decorrência dos incêndios na Grécia, após a morte de três bombeiros nesta semana em Creta e no Peloponeso.
Imagens exibidas pela televisão mostraram um dos helicópteros atingindo a parte inferior do outro antes de explodir e cair no solo.
Mitsotakis havia afirmado anteriormente que os próximos dias seriam "extremamente difíceis" devido às condições meteorológicas adversas.
"Quando os ventos sopram com tamanha intensidade, nem mesmo as dezenas de aeronaves de que dispomos conseguem operar com segurança", escreveu ele no Facebook, em referência a ventos que chegaram a atingir 100 km/h.
- Provável "megaincêndio" -
Em uma semana, mais de 16 mil hectares de florestas e terras agrícolas foram devastados pelas chamas no país, atingido pela crise climática, assim como toda a bacia mediterrânea.
Afetada todos os verões por incêndios devido às frequentes ondas de calor e ao cenário de seca, a Grécia permaneceu relativamente a salvo das chamas que atingiram, no início da temporada de verão, a França e a Espanha.
Agora, em plena temporada turística, o país se encontra em estado de alerta máximo.
Perto de Psathas, a localidade de Porto Germeno - 70 km ao noroeste de Atenas - é um destino de verão muito procurado pelos moradores da capital.
Em uma cidade próxima ao incêndio, policiais em motos buzinaram com força para ordenar a evacuação da localidade.
Théodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios e pesquisador do Observatório Nacional, afirmou que os focos ao redor de Porto Germeno parecem ter atingido uma área de mais de 10 mil hectares, quase o dobro da estimativa inicial.
"Infelizmente, é muito provável (se não quase certo) que este incêndio seja classificado como um megaincêndio", escreveu no Facebook.
Centenas de bombeiros lutavam neste domingo para impedir a aproximação das chamas da periferia oeste de Atenas.
- Várias frentes -
Um novo incêndio foi declarado no sábado na ilha de Cefalônia, no Mar Jônico.
Um homem de 44 anos foi detido no local sob suspeita de ter provocado deliberadamente o incêndio, segundo a agência de notícias grega ANA.
No início da semana, as chamas nas ilhas de Creta e Paros afetaram outras 6 mil hectares.
As autoridades gregas preveem agora uma diminuição progressiva dos ventos. A meteorologia espera a queda para uma velocidade média entre 20 e 30 km/h ao final do dia.
Os cientistas alertam que os fenômenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor, são cada vez mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana.
Na Europa, o verão está marcado por ondas de calor e pela seca, que provocaram incêndios de proporções históricas na Espanha e na França, já sob controle.
No sudoeste da França, o pior incêndio florestal no país desde 1949 devastou 42 mil hectares e obrigou mais de 220 mil pessoas a abandonar a região de Gironda. A situação já está sob controle, embora os bombeiros sigam contendo novos focos.
Agora, as atenções estão voltadas para a região de Var, no sudeste, onde um novo incêndio iniciado na sexta-feira já devastou 1.800 hectares e "ainda não está controlado, algo que "levará vários dias", segundo os bombeiros.
Na região, acostumada com incêndios, as chamas arrasaram cerca de 6.300 hectares em doze dias. Cerca de 2.500 pessoas foram evacuadas.
J.Horn--BTB