-
Objetos pessoais de Brigitte Bardot são leiolados em Paris
-
Estêvão quer viver cada minuto como "uma final" em seu retorno à seleção
-
Furacão Polo atinge categoria 4 no Pacífico mexicano
-
Estêvão viverá cada minuto como "uma final" em seu retorno à seleção
-
Tufão Dujuan deixa quatro mortos e 45.000 casas sem energia elétrica no Japão
-
UE não consegue acordo para suspender sanções contra oligarcas russos; negociações continuarão
-
Reino Unido vai apoiar Arábia Saudita contra houthis (imprensa)
-
Incêndio em joia do turismo colombiano é parcialmente controlado
-
"Ainda estou com a bala aqui dentro", relata imigrante detido pelo ICE nos EUA
-
EUA mobiliza aliados no Ártico
-
Venezuelano ferido pelo ICE no Texas está detido com bala no corpo, denuncia advogada
-
Filme argentino 'El Tren Fluvial' é uma viagem iniciática de dor e aventura
-
João Fonseca anuncia pausa após lesões
-
Paramount chega a acordo com estados dos EUA para megafusão com Warner Bros.
-
EUA anuncia que companhias aéreas iranianas deixarão de operar em dois dias
-
Menor viaja de Ceuta à Península Ibérica no compartimento inferior do ônibus do Valladolid
-
Argentina estima que visita do papa mobilizará sete milhões de fiéis
-
Segundo navio reporta impacto nas águas de Ormuz, diz agência britância
-
Principais emissoras de TV dos EUA suspendem cobertura conjunta de Trump em apoio à CNN
-
Partido alemão de extrema esquerda rejeita acusações de antissemitismo
-
Merz promete seguir governando pelo 'futuro democrático' da Alemanha
-
Incêndio que ameaça joia turística da Colômbia está parcialmente sob controle
-
Extrema direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
-
Merz promete manter governo pelo 'futuro democrático' da Alemanha
-
'Lofi Girl', um fenômeno mundial no YouTube com música relaxante
-
Partido de Putin conquista supermaioria nas eleições parlamentares
-
CNN, MS NOW e Politico vão processar governo Trump por impedi-los de entrar na Casa Branca
-
Leão XIV, o americano reservado que começa a afirmar seu estilo
-
Luis de la Fuente renova contrato com a seleção espanhola até 2032
-
Exterma direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
-
Samlingen Haupt: Vad pengar avslöjar om oss människor
-
Haupt Koleksiyonu: Paranın Biz İnsanlar Hakkında Anlattıkları
-
Modelo Presley Gerber, filho de Cindy Crawford, morre aos 27 anos
'Pelo menos estou viva': vítimas das enchentes na Bolívia tentam reconstruir a vida
Damaris Hidalgo não sabe por onde começar. Suas roupas, os documentos de sua casa, seus eletrodomésticos, tudo está coberto de lama. Assim como os demais moradores da cidade boliviana de Cobija, ela voltou neste domingo para recuperar seus pertences após uma grave enchente.
Esta mulher de 39 anos está há três dias com a mesma roupa no corpo e por enquanto se alojou na casa de uma amiga, em uma área mais afastada de Cobija, 1.200 quilômetros ao norte de La Paz.
"Coloquei algumas cunhas (pedaços de madeira) para deixar as minhas coisas no alto", conta Hidalgo à AFP. Não foi suficiente: a água chegou ao telhado de sua casa.
O transbordamento do rio Acre, no departamento de Pando, na Amazônia boliviana, ocorreu há uma semana devido a chuvas torrenciais. Cerca de 3.600 pessoas foram afetadas pelas enchentes e a água atingiu os telhados de cerca de 200 casas, segundo o governo de Pando.
Inclusive os membros do próprio governo reconhecem terem "sido afetados" pelas enchentes, afirma a vice-governadora, Ana Paula Valenzuela.
Ao longo das estradas de terra, ainda com poças de lama, há um amontoado de tudo, de móveis destruídos a galhos de árvores e outros entulhos que os moradores dos 17 bairros afetados removem de suas casas, após a passagem da água.
O nível do rio Acre, que divide Cobija de Brasileia, município do sul do Acre, atingiu 17 metros, nível histórico que superou o de 2015, quando alcançou 15,5 metros, segundo a Unidade de Gestão de Riscos da Bolívia.
"Pelo menos estou viva", consola-se Hidalgo, enquanto organiza os documentos que conseguiu encontrar, completamente molhados.
- "Em ruínas" -
Hidalgo vendia comida para sustentar as duas filhas. Agora, a sua principal demanda é que as autoridades se comprometam a enviar água limpa e a garantir a segurança. Três botijões de gás desapareceram de sua cozinha.
Catalina Alvarado, vítima do bairro Villa Montes, também relata roubos nas casas à noite. A polícia prendeu três pessoas e realizou operações esporádicas.
A casa de Alvarado está "em ruínas", diz à AFP. A mulher de 57 anos tinha um comércio em um dos cômodos, que se transformou em um quarto cheio de lama. Terá que jogar fora os produtos que vende.
Alvarado preparou-se com o que era necessário para abandonar a sua casa por ordem do prefeito de Cobija. "Arrumei a cama e o colchão (para sair) quando a água já estava na porta da minha casa", conta.
Desde então, mora em um abrigo e não sabe quando poderá voltar para seu lar.
Cobija, na fronteira tripartite com Peru e Brasil, tem 100 mil habitantes e foi declarada área de desastre em consequência das enchentes.
Segundo estudos da Fundação Terra, a Bolívia passou por um período de seis meses de seca e as chuvas ocorridas nas últimas semanas se concentraram em um intervalo muito pequeno.
A Prefeitura considera diversas opções para reconstruir os bairros mais afetados, incluindo a possibilidade de transferi-los para áreas mais altas.
Uma caminhonete do governo distribuiu suprimentos. "Que nos mandem água, que consertem a luz, é o que pedimos", pede Martha Bravo, do bairro Junín.
A umidade aumenta ao entrar em cômodos que foram inundados. Com um balde de plástico, vassoura, detergente e luvas, esta mulher de 47 anos embarca na difícil tarefa de recuperar a cor perdida das suas paredes.
"Estamos limpando com a mesma água parada, essa água já está marrom, o que vamos limpar?", se questiona.
epm/ps/atm/aa/mvv
J.Horn--BTB