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O que sabemos até o momento sobre a tentativa de assassinato de Donald Trump
O FBI prossegue com a investigação para determinar como aconteceu a tentativa de assassinato do ex-presidente americano e candidato republicano Donald Trump durante um comício no sábado, 13 de julho, na Pensilvânia.
A seguir, os atos que resultaram na morte de um dos simpatizantes do empresário republicano.
- Como aconteceu -
Vestido com uma camisa branca, paletó escuro e um boné vermelho com seu slogan "Make America Great Again", Trump criticava a imigração ilegal quando foram ouvidos tiros às 18h08 (19h08 de Brasília).
"Olhem o que aconteceu...", afirmava, quando quatro disparos seguidos foram ouvidos.
Trump colocou a mão na orelha direita, enquanto alguém gritava "abaixa!", antes do quinto e sexto tiros.
O ex-presidente se abaixou atrás do púlpito, enquanto agentes do Serviço Secreto o cercaram.
Gritos foram ouvidos entre a multidão.
Em quatro segundos, mais tiros foram ouvidos, o que levou mais espectadores do comício a abaixar, enquanto outros agentes do Serviço Secreto correram para o palanque.
Dezessete segundos após os primeiros tiros, um disparo final foi registrado e uma mulher gritou.
Três integrantes das forças de segurança fortemente armados subiram no palanque 22 segundos após o início do tiroteio.
Os agentes do Serviço Secreto rapidamente deram instruções, como "movam-se", antes de levantar um Trump abalado.
Trump foi observado novamente cerca de um minuto após o início do tiroteio. Ele disse: "Deixe-me pegar meus sapatos", enquanto os agentes formavam um círculo ao seu redor.
Treze segundos se passaram e Trump levantou o punho em direção à multidão, que respondeu com aplausos.
Quando o ex-presidente foi retirado do local, com o boné na mão, os espectadores gritavam "Estados Unidos!".
Trump fez uma breve pausa para levantar o punho, antes de descer do palanque.
Antes de ser levado para um veículo e apenas dois minutos após o início da tentativa de assassinato, Trump ergueu o punho mais uma vez e virou-se brevemente para a multidão.
Enquanto o carro se afastava, membros das forças de segurança fortemente armados chegaram ao local.
- "Senti a bala" -
Trump relatou o que ocorreu às 20h42, em uma mensagem na sua rede Truth Social.
"Atiraram contra mim com uma bala que atravessou a parte superior da minha orelha direita", escreveu Trump.
"Eu soube imediatamente que algo estava errado porque ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele".
A Casa Branca informou que o presidente Joe Biden recebeu um relatório inicial sobre o incidente às 18h50.
"Não há espaço nos Estados Unidos para este tipo de violência", afirmou Biden à imprensa em Rehoboth Beach, Delaware.
Pouco antes das 22h30, o gabinete de Biden informou que ele conversou com Trump e decidiu retornar a Washington.
- Nome do atirador -
O FBI identificou o autor dos tiros como Thomas Matthew Crooks, um jovem de 20 anos de Bethel Park, na Pensilvânia (norte), segundo a imprensa americana.
"É o indivíduo envolvido na tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump", afirmou a Polícia Federal americana.
O Serviço Secreto acrescentou que o agressor disparou "vários tiros no palanque a partir de uma posição elevada fora do comício" antes de ser "neutralizado" pelos agentes.
Várias testemunhas afirmaram que viram o homem antes do tiroteio e alertaram as autoridades.
Ryan Knight, um simpatizante de Trump, declarou que viu o atirador em um edifício próximo.
"Quando estava sentando ali, um cara disse: 'Meu Deus, ele tinha uma arma'", afirmou Knight à imprensa.
Um vídeo publicado pelo portal TMZ mostra o suposto atirador em um telhado segurando um fuzil.
O agressor estava armado com um fuzil semiautomático AR-15, informou a imprensa.
- Vítimas -
O agressor e outra pessoa morreram. Dois espectadores do comício ficaram gravemente feridos.
Duas testemunhas disseram à imprensa que viram um homem morto com um tiro na cabeça.
"O homem ao meu lado levou um tiro na cabeça, morreu na hora. Outra mulher parecia ferida no antebraço ou na mão", disse um homem, identificado como Joseph, ao canal NBC News.
Uma segunda testemunha, que afirmou ser médico de emergência, disse que foi ajudar assim que alguém gritou que uma pessoa havia sido atingida por um tiro.
"Levou um tiro na cabeça", contou, apontando para um ponto em sua cabeça, em uma entrevista à imprensa americana.
F.Pavlenko--BTB