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Autoridades sul-coreanas começam a remover restos do avião acidentado
As autoridades sul-coreanas começaram, nesta sexta-feira (3), a remover os restos do avião da Jeju Air que caiu na semana passada no pior desastre aéreo da história do país, que deixou 179 mortos e apenas dois sobreviventes.
A aeronave, procedente de Bangcoc, emitiu um alerta de emergência no domingo e caiu sem trem de pouso no aeroporto de Muan, no sudoeste do país.
No final da pista, bateu em um muro e pegou fogo. Todos a bordo morreram, exceto dois tripulantes.
A causa do acidente não é clara, mas os investigadores apontaram como possíveis fatores uma colisão com pássaros, uma possível falha no sistema de pouso e o muro de concreto no final da pista.
"Hoje vamos remover a parte traseira do avião com um guindaste", disse Na Won-ho, oficial de investigação da polícia da província de Jeolla do Sul, em coletiva de imprensa no aeroporto de Muan, nesta sexta-feira.
"Esperamos encontrar restos nesse setor. Para completar tudo e ter resultados, é preciso esperar até amanhã", acrescentou.
Jornalistas da AFP observaram um enorme guindaste levantando restos carbonizados do avião, incluindo o que parecia ser um pedaço do motor.
- Doação do grupo de K-pop BTS -
A polícia prometeu determinar rapidamente a causa e a responsabilidade do desastre, mas o Ministério do Transporte alertou que poderá demorar entre seis meses a três anos para apurar as razões do acidente.
Na quinta e sexta-feira, policiais revistaram vários escritórios da companhia aérea Jeju Air e da operadora do aeroporto de Muan em busca de evidências.
A Coreia do Sul também anunciou inspeções em todas as aeronaves Boeing 737-800 que operam no país, com foco especial no trem de pouso, que poderia ter falhado no domingo.
A investigação é liderada por autoridades sul-coreanas de segurança aérea, com a ajuda da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), que intervém sistematicamente em casos de acidentes envolvendo aeronaves fabricadas nos Estados Unidos.
A Administração da Aviação Civil da China (AACC) anunciou nesta sexta-feira que, após o acidente de Muan, realizou uma "análise abrangente das pistas para detectar riscos de segurança" e revisou as medidas de prevenção em caso de colisões com aves.
Os familiares das vítimas foram ao local do drama nos últimos dias para recuperar os pertences pessoais de seus entes queridos.
J-Hope, membro do grupo de K-pop BTS, doou 100 milhões de won (cerca de R$ 422 mil) às famílias das vítimas, como uma "pequena ajuda de apoio", segundo o jornal local Korea Herald.
Segundo o presidente em exercício do país, Choi San-mok, no cargo há menos de uma semana, todas as vítimas foram identificadas.
E.Schubert--BTB