-
Câncer de Joe Biden se espalhou, anuncia filho
-
MP do Equador acusa sete supostos idealizadores do assassinato de Villavicencio
-
Fifa contra-ataca e denuncia 'um esforço orquestrado para minar seu presidente'
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio de Janeiro
-
Atentados marcam primeiro dia do novo governo na Colômbia
-
Swiatek vence Kostyuk de virada e avança às quartas de final WTA 1000 de Toronto
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio (imprensa)
-
Espanha inicia controle na fronteira com Itália após crise migratória
-
Após renovar com Real Madrid, Vini joga com braçadeira de capitão na vitória sobre o Ferencvaros
-
Simeone reafirma que decisão sobre Julián Álvarez já foi tomada
-
Bulgária convoca embaixador da Ucrânia após explosão de drone
-
O adeus ao voluntário que dedicou sua vida a recuperar corpos na guerra na Ucrânia
-
Atlético de Madrid acerta transferência de Thiago Almada para o River Plate
-
Espanha inicia controles fronteiriços com a Itália após crise migratória
-
Bruno Guimarães deixa Newcastle e assina com Arsenal
-
Hamas diz que segue disposto a avançar com plano de paz para Gaza
-
Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos
-
Emirados Árabes afirmam que Irã atacou petroleiro no Estreito de Ormuz
-
Ex-advogado de Trump é confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Ex-premiê candidato à presidência da França denuncia suspeita de interferência russa
Junta birmanesa critica ordem de captura emitida pela Argentina
A junta militar de Mianmar criticou, neste sábado (15), a ordem de detenção emitida pela Argentina contra seu atual líder por "crimes de genocídio e de lesa humanidade" contra a comunidade rohinya.
"Por acaso a Argentina conhece Mianmar? O governo de Mianmar, sim, conhece a Argentina", respondeu o porta-voz da junta birmanesa, Zaw Min Tun.
"Gostaríamos de sugerir à Argentina que, se quiser criticar Mianmar de acordo com a lei, nomeie primeiro os juízes de que necessita e que estão vacantes para sua magistratura nacional", acrescentou.
As declarações do porta-voz fazem menção a informes publicados em dezembro, segundo os quais a Argentina ainda precisa nomear 150 juízes em todos os níveis do Judiciário.
A ordem de captura argentina, à qual a AFP teve acesso na sexta-feira, foi emitida pela juíza María Servini no âmbito de uma investigação aberta em 2021 após uma denúncia de um grupo rohinya.
Esta minoria muçulmana é originária de Mianmar, um país majoritariamente budista, onde está sujeita a um regime similar ao apartheid, segundo a ONG Anistia Internacional.
Desde 2017, muitos fugiram da perseguição e da violência para a Malásia, país mais rico e de maioria muçulmana, ou para campos de refugiados em Bangladesh, onde vivem cerca de um milhão deles.
A ordem se dirige, entre outros, ao comandante-em-chefe do Exército, Min Aung Hlaing; ao ex-presidente Htin Kyaw e a Aung San Suu Kyi, na qualidade de "conselheira de Estado" entre 2016 e 2021.
A resolução se baseia no princípio da "jurisdição universal", consagrado na Constituição argentina, que permite processar por crimes contra a humanidade independentemente de onde tenham sido cometidos e da nacionalidade dos perpetradores ou de suas vítimas.
No texto, a juíza avalia que os fatos denunciados constituem "crimes que violam os direitos humanos reconhecidos em distintos instrumentos do direito penal internacional, firmados pela maioria dos países em nível mundial".
Mianmar sofre uma grave crise desde 2021, quando a junta militar birmanesa depôs o governo civil de Aung San Suu Kyi, eleita democraticamente.
A ex-líder democrática, de 79 anos, está desde então em prisão domiciliar. Em 2017, quando os crimes contra os rohinyas foram cometidos, ela estava à frente do governo civil.
Os crimes investigados também foram alvo de processos no Tribunal Penal Internacional e na Corte Internacional de Justiça.
C.Kovalenko--BTB