-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio de Janeiro
-
Atentados marcam primeiro dia do novo governo na Colômbia
-
Swiatek vence Kostyuk de virada e avança às quartas de final WTA 1000 de Toronto
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio (imprensa)
-
Espanha inicia controle na fronteira com Itália após crise migratória
-
Após renovar com Real Madrid, Vini joga com braçadeira de capitão na vitória sobre o Ferencvaros
-
Simeone reafirma que decisão sobre Julián Álvarez já foi tomada
-
Bulgária convoca embaixador da Ucrânia após explosão de drone
-
O adeus ao voluntário que dedicou sua vida a recuperar corpos na guerra na Ucrânia
-
Atlético de Madrid acerta transferência de Thiago Almada para o River Plate
-
Espanha inicia controles fronteiriços com a Itália após crise migratória
-
Bruno Guimarães deixa Newcastle e assina com Arsenal
-
Hamas diz que segue disposto a avançar com plano de paz para Gaza
-
Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos
-
Emirados Árabes afirmam que Irã atacou petroleiro no Estreito de Ormuz
-
Ex-advogado de Trump é confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Ex-premiê candidato à presidência da França denuncia suspeita de interferência russa
-
De la Espriella se alinha aos EUA com foco no 'narcoterrorismo'
-
Trump vai recorrer após Justiça bloquear obra de salão de baile
-
De la Espriella assume poder na Colômbia com foco no 'narcoterrorismo'
-
De la Espriella assume o poder na Colômbia com apoio de Trump na guerra contra o tráfico
-
Laudo aponta que Brandon Clarke, jogador da NBA, teve morte por overdose acidental
-
Ataques de rebeldes houthis deixam 10 mortos em região petrolífera do Iêmen
'Reacenderam o fogo do inferno': o caos da guerra volta à Faixa de Gaza
Explosões, ambulâncias e corpos nas ruas. Os moradores da Faixa de Gaza reviveram, nesta terça-feira (18), o caos da guerra dos últimos meses, após os bombardeios israelenses mortais lançados durante a madrugada contra o devastado território palestino.
"O chão está repleto de cadáveres e pedaços de carne, e os feridos não encontram um médico que os atenda", conta Ramiz al Amarin, um deslocado palestino, no hospital al Ahli, na Cidade de Gaza.
"Reacenderam o fogo do inferno em Gaza", acrescenta este palestino de 25 anos, que acordou sobressaltado quando começou a ouvir as explosões.
"Transportei vários filhos dos meus vizinhos que estavam feridos", continua. "Mas não há leitos para recebê-los".
Dezenas de corpos, alguns cobertos com uma manta, jazem enfileirados em frente ao hospital al Ahli. O centro opera de forma limitada pelo desbloqueio por parte de Israel da ajuda humanitária e do combustível.
Sentados perto dos cadáveres, familiares permanecem com semblante sério, às vezes perdido.
"Não esperava que os combates fossem retomados, sobretudo depois de [o presidente americano, Donald] Trump dizer que não queria a guerra", diz al Amarin.
Israel lançou os ataques mais intensos contra o território palestino desde que começou a trégua com o Hamas, em 19 de janeiro.
O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas de bloquear os diálogos para estender a trégua e se negar a libertar os reféns retidos em Gaza.
O movimento islamista palestino, no entanto, desmente esta informação e acusa Israel de não respeitar o acordo.
- "É uma guerra de extermínio" -
O Ministério da Saúde de Gaza ressaltou que pelo menos 413 pessoas morreram nos ataques.
A agência da Defesa Civil, que costuma prestar os primeiros socorros, alerta há semanas que carece do necessário para ajudar os 2,4 milhões de habitantes de Gaza.
"Não há socorristas!", grita Jihan al Nahal, uma mãe residente no noroeste da Cidade de Gaza.
Alguns familiares de seu bairro, Al Nasr, morreram ou ficaram feridos nos bombardeios. As explosões começaram enquanto ela preparava a comida do Ramadã, o mês de jejum sagrado do islã.
"Houve enormes explosões, como se fosse o primeiro dia da guerra, ouviam-se gritos por todas as partes, havia chamas e as vítimas eram, em sua maioria, crianças", descreve.
"Esta é uma guerra de extermínio", afirma, antes de condenar Israel.
Perto de sua casa, em Beit Hanun, os moradores decidiram fugir. Com bolsas e cobertores, o fizeram inclusive antes de o exército ordenar a evacuação das zonas fronteiriças.
Na Cidade de Gaza, grupos de habitantes deixaram uma escola transformada em centro de deslocados. Alguns prédios desmoronaram após os ataques.
No hospital indonésio de Beit Lahia, ao lado de Beit Hanun, uma menina surge com as duas mãos cobertas por vendas. Seu rosto está cheio de arranhões.
Em silêncio, ela observa o rosto de seu irmão mais novo, envolto em uma bolsa para cadáveres, deitado em uma maca.
Ao seu redor, os adultos chegam, muitos choram. Uma jovem desaba aos gritos entre os corpos.
C.Meier--BTB