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Príncipe Harry tenta mais uma vez recuperar a proteção policial no Reino Unido
O príncipe Harry recorreu nesta terça-feira (8) ao Tribunal de Apelação de Londres para tentar revogar a decisão que o privou de proteção policial em suas visitas ao Reino Unido, uma das ações legais movidas pelo filho mais novo do rei Charles III.
Este caso, que será analisado ao longo de dois dias, coloca o duque de Sussex contra o Ministério do Interior britânico, que já obteve decisão favorável duas vezes sobre o tema.
O príncipe Harry chegou ao tribunal pouco antes das 10h GMT (7h em Brasília) para uma audiência parcialmente a portas fechadas para proteger informações de segurança "altamente confidenciais".
Harry e sua esposa Meghan, que se mudaram para os Estados Unidos após se desligarem da família real em 2020, perderam a proteção policial de rotina às custas do contribuinte britânico, já que o Ministério do Interior optou pela proteção caso a caso.
O Tribunal Superior de Londres apoiou o Ministério do Interior em fevereiro de 2024, concluindo que a decisão não constituiu "injustiça" e que a estratégia policial era "legalmente sólida".
Um porta-voz do príncipe declarou que Harry não pede "tratamento preferencial", mas sim uma aplicação "justa e legal" das regras de proteção.
Em abril de 2024, um juiz indeferiu o pedido anterior e o condenou ao pagamento de quase todos os honorários advocatícios do Ministério, segundo o jornal The Times.
- Batalhas judiciais -
O príncipe Harry tentou inicialmente obter proteção policial oferecendo-se para pagar com seus fundos pessoais, mas essa opção foi negada pelos tribunais britânicos em maio de 2023.
Ao mesmo tempo, o duque de Sussex iniciou diversas batalhas judiciais contra os poderosos tabloides britânicos, com quem mantém relações tensas. Em janeiro, chegou a um acordo financeiro com o proprietário do The Sun.
O príncipe Harry, afastado da família desde suas revelações explosivas sobre a monarquia e a publicação de sua autobiografia "O que sobra" (2023), ocasionalmente viaja ao Reino Unido, especialmente para suas atividades de caridade.
A audiência no Tribunal de Apelação ocorre poucos dias após um grande golpe para o filho mais novo do rei, que renunciou no final de março ao cargo de patrono da ONG Sentebale, fundada em 2006 no Lesoto para ajudar órfãos de vítimas da aids.
O regulador britânico de instituições de caridade iniciou uma investigação sobre o caso, o que Harry considerou um "alívio", denunciando as "mentiras" da atual presidente, Sophie Chandauka.
Desmentida pelos administradores da ONG, a advogada de 47 anos acusou o príncipe de "assédio e intimidação".
B.Shevchenko--BTB