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Ataque a tiros em universidade da Flórida deixa dois mortos
Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas em um ataque a tiros, nesta quinta-feira (17), na Universidade Estadual da Flórida, sul dos Estados Unidos, informaram as autoridades locais.
Cinco pessoas foram levadas para o hospital com ferimentos a bala, assim como o agressor, que é filho de uma assistente que trabalha no departamento do xerife do condado de Leon, onde fica o centro de ensino.
"O agressor tem 20 anos", informou o xerife de Leon, Walt McNeil, que elogiou o trabalho de sua subordinada.
"Infelizmente, seu filho teve acesso a uma de suas armas, e foi uma dessas armas que encontramos na cena" do crime, acrescentou.
"O suposto agressor também era membro de longa data do departamento do condado de Leon, cidadão do Conselho Assessor da Juventude, e por isso esteve envolvido em uma série de programas do gabinete do xerife", detalhou McNeil.
Segundo o chefe de polícia, não "surpreende" que ele tenha tido acesso às armas.
As autoridades detalharam que as duas vítimas fatais não eram alunos da universidade.
- "Uma coisa horrível" -
Questionado por jornalistas na Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, disse que o incidente era "uma vergonha". É "uma coisa horrível que situações com estas aconteçam", acrescentou.
A Universidade Estadual da Flórida, que tem mais de 40.000 alunos, cancelou as aulas até a sexta-feira e os eventos esportivos do fim de semana por causa da tragédia.
O ataque ocorreu no sindicato estudantil do centro de ensino, que alertou os alunos pelas redes sociais sobre o ocorrido e pediu que se mantivessem seguros.
"A polícia está no local e a caminho. Protejam-se e aguardem novas instruções. Tranquem-se em casa e fiquem longe de portas e janelas e estejam preparados para tomar medidas de precaução adicionais", detalhou.
A notícia sobre o ataque inundou as redes sociais nos Estados Unidos, com pessoas compartilhando algumas imagens que marcaram o campus ao longo do dia: policiais à espreita e estudantes desocupando o campus com as mãos para o alto.
A imprensa tradicional também repercutiu o ataque.
"Todos começaram a fugir do sindicato estudantil", disse uma testemunha, que se identificou como Wayne, em uma entrevista à emissora de televisão local WCTV.
"Cerca de um minuto depois, ouvimos entre oito e dez tiros", acrescentou.
Wayne disse ter visto um homem aparentemente ferido.
"Foi tudo surreal, eu não conseguia acreditar no que estava vendo", acrescentou.
O jornal Tallahassee Democrat citou o estudante Sam Swartz, que estava no porão da União Estudantil quando o ataque começou.
"Todo mundo se assustou", disse Swartz, que afirmou ter ouvido cerca de 10 tiros.
Um grupo de oito pessoas que trabalhavam em um projeto se escondeu em um corredor e montou uma barricada com latas de lixo e tábuas de madeira.
"Lembro-me de aprender que a melhor coisa a fazer é atrasá-los, porque eles não querem fazer nada que leve tempo; eles só querem matar o máximo de pessoas possível", disse Swartz.
Os ataques a tiros em massa são comuns nos Estados Unidos, onde o acesso às armas de fogo é amparado pela Constituição.
A pesar de a opinião pública apoiar a adoção de controles mais rigorosos sobre as armas de fogo, não há ação política nesta direção.
Uma contagem do Arquivo sobre a Violência Armada, uma organização governamental, aponta que os Estados Unidos registraram desde o começo do ano 81 ataques a tiros em massa, caracterizados por agressões com armas de fogo em que quatro ou mais pessoas são baleadas.
M.Furrer--BTB