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Trump garante que 'vai vencer' a queda de braço com Harvard
O presidente americano, Donald Trump, assegurou, nesta segunda-feira (26), que seu governo, "no fim, vai vencer" a queda de braço sem precedentes com a Universidade de Harvard, a mais antiga dos Estados Unidos e uma das mais prestigiosas do mundo.
Trump acusa Harvard de ser um reduto de antissemitismo, de promover ideias de esquerda radicais e de ter vínculos com o Partido Comunista Chinês. Além disso, está irritado com a recusa da instituição a que o governo supervisione suas admissões e contratações.
Nesta segunda-feira, feriado do Memorial Day, que relembra os soldados americanos mortos em combate, Trump insistiu em retirar os subsídios bilionários à instituição e defendeu seu veto aos estudantes estrangeiros no campus.
"Estou avaliando tirar Três Bilhões de Dólares [R$ 17 bilhões] em Subvenções a uma Harvard muito antissemita e dá-los a ESCOLAS PROFISSIONALIZANTES em todo o nosso país", afirmou Trump em sua plataforma, Truth Social.
"Ainda estamos esperando da parte de Harvard a lista de estudantes estrangeiros para que possamos determinar, depois de um gasto absurdo de BILHÕES DE DÓLARES, quantos lunáticos radicalizados, todos agitadores, não deveriam ser autorizados a voltar para o nosso País", escreveu.
"O melhor que Harvard fez foi buscar e encontrar o melhor juiz (para eles!). Mas não temam, no fim o Governo vai VENCER", prometeu.
Na última quinta-feira, o governo Trump revogou a autoridade de Harvard para inscrever estudantes estrangeiros. Mas a universidade, onde estudaram 162 prêmios Nobel, recorreu à justiça e uma juíza suspendeu a medida até uma audiência judicial preliminar, prevista para a próxima quinta, 29 de maio.
"Queremos saber quem são estes estudantes estrangeiros", reiterou Trump no domingo em sua rede social.
Em sua queda de braço com a instituição, o governo Trump ameaçou rever US$ 9 bilhões (R$ 51 bilhões, na cotação atual) em financiamento governamental, congelou uma primeira parcela de US$ 2,2 bilhões (R$ 12,5 bilhões) em subvenções e US$ 60 milhões (R$ 341 milhões) em contratos oficiais, além de ter deportado uma pesquisadora da Faculdade de Medicina.
L.Janezki--BTB