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Acusado de atropelamento em massa em Liverpool se apresenta pela primeira vez à Justiça
O cidadão de 53 anos, que atropelou uma multidão que celebrava o título da Premier League conquistado pelo Liverpool na segunda-feira, ferindo 79 pessoas, compareceu à Justiça pela primeira vez nesta sexta-feira (30), na cidade do norte da Inglaterra.
O acusado, Paul Doyle, ex-fuzileiro naval britânico e pai de três adolescentes, enfrenta sete acusações, que incluem direção perigosa e lesões corporais graves.
As acusações afetam seis vítimas, entre elas um menino de 11 anos.
O réu foi mantido em custódia nesta sexta-feira, após comparecer ao tribunal.
Trajando terno preto, camisa branca e gravata cinza, Doyle manteve a cabeça baixa durante duas audiências, na manhã e na tarde desta sexta-feira, em dois tribunais diferentes de Liverpool.
Outra audiência está marcada para 14 de agosto, na qual Doyle deverá se declarar culpado ou inocente.
Os tribunais marcaram uma data provisória para o julgamento, 24 de novembro, que pode durar de três a quatro semanas.
Nesta primeira audiência, o réu, visivelmente abalado e à beira das lágrimas, informou seu nome, idade e endereço.
O promotor, Philip Astbury, acusou-o de dirigir seu carro "deliberadamente" "como uma arma" contra a multidão.
O cidadão britânico foi preso na segunda-feira, pouco depois do drama, suspeito de "tentativa de assassinato" e "direção sob efeitos de drogas".
Doyle trabalha no setor informático e é um ex-fuzileiro que, segundo suas redes sociais, participou de competições de triatlo, escalou o Kilimanjaro e viajou para Japão, Índia e Fiji.
Os 79 feridos são todos britânicos, de idades entre 9 e 78 anos, e sete deles seguem hospitalizados, em um "estado estável", informou a polícia local na quinta-feira.
Os primeiros elementos da investigação indicaram que Doyle seguiu uma ambulância que abria passagem entre a multidão.
Seu veículo foi cercado de pessoas indignadas, em seguida deu marcha à ré e acelerou, atropelando as pessoas dos dois lados da rua.
A polícia descartou rapidamente uma motivação terrorista.
"As acusações seguirão sendo examinadas à medida que a investigação avança", declarou a Justiça em um comunicado.
O texto destacou que a investigação está apenas começando e que há "uma quantidade considerável de elementos" para serem analisados, entre eles "diversos vídeos e depoimentos".
J.Fankhauser--BTB