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Peregrinação anual muçulmana entra na reta final
Os fiéis muçulmanos cumprem nesta sexta-feira (6) na Arábia Saudita o último grande ritual da peregrinação anual à Meca, o apedrejamento de satanás.
Desde o amanhecer, no vale de Mina, a poucos quilômetros de Meca, os mais de 1,6 milhão de peregrinos reunidos no reino começaram a atirar pedras contra uma grande coluna de cimento, que simboliza o diabo.
"Foi fácil e simples. Entramos e em cinco minutos terminamos com o apedrejamento de satanás", contou à AFP Wael Ahmed Abdelkader, um egípcio de 34 anos.
Howakita, uma fiel da Guiné, estava feliz por cumprir o ritual, que coincide com o início do Eid al Adha, uma importante festividade do calendário muçulmano.
"Quando lancei as pedras, me senti bem. Estava realmente orgulhosa", disse.
A peregrinação anual do hajj, que consiste em uma série de rituais ao longo de vários dias e ao ar livre, acontece mais uma vez sob as temperaturas elevadas do verão saudita, próximas a 40ºC.
Para evitar uma repetição da tragédia do ano passado, quando 1.301 pessoas morreram sob temperaturas que ultrapassaram 50ºC, as autoridades implementaram uma série de medidas para limitar os riscos relacionados ao calor.
Também reforçaram os controles para evitar a presença de peregrinos clandestinos, que não têm acesso às instalações climatizadas.
No ano passado, 84% das pessoas que faleceram não tinham a permissão oficial para a peregrinação, que é paga e que o governo saudita concede segundo um sistema de cotas por país.
Após lançar as pedras contra a representação do diabo, os fiéis retornam a Meca, a principal cidade sagrada do islã, para dar a última volta na Kaaba, a estrutura cúbica preta localizada no coração da Grande Mesquita, o que representará o fim da grande peregrinação anual.
Este dia coincide com o Eid al Adha, uma festa celebrada para recordar o sacrifício que Abraão estava disposto a fazer de seu filho Ismael, segundo a tradição islâmica, antes que o anjo Gabriel colocasse um cordeiro em seu lugar.
Na festividade, os muçulmanos sacrificam um cordeiro e oferecem parte da carne aos mais necessitados.
O.Lorenz--BTB