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Harvey Weinstein é considerado culpado de agressão sexual nos EUA
O ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein foi considerado culpado, nesta quarta-feira (11), de agredir sexualmente a ex-assistente de produção Miriam Haley, e inocentado de uma acusação similar feita pela ex-modelo Kaja Sokola, em um novo julgamento em Nova York.
"Culpado", disse o presidente do júri sobre a alegação de que Weinstein agrediu sexualmente Haley, uma das denunciantes que deram origem ao movimento #MeToo, e que abriu a via para as denúncias de mulheres vítimas de agressões sexuais no ambiente de trabalho.
Ao contrário, o júri declarou Weinstein inocente da acusação de agressão sexual feita pela ex-modelo polonesa Kaja Sokola, um novo caso que se somou à repetição do julgamento que tinha sido anulado em 2024 por uma corte de apelação, ao considerar que houve defeitos de forma no processo de 2020.
As deliberações para alcançar um veredicto sobre a acusação de estupro contra Weinstein feita pela atriz Jessica Mann prosseguirão na quinta-feira, informou o juiz.
Weinstein voltou a ser julgado pelo suposto estupro de Jessica Mann, em 2013, e uma agressão sexual contra Miriam Haley, em 2006. A estas acusações, somaram-se à de Sokola, que denunciou o ex-magnata da indústria do cinema por agressão sexual em 2006, quando tinha 19 anos.
Estes veredictos foram alcançados em meio a disputas internas entre os 12 membros do júri, que geraram o temor de que não se chegasse a uma decisão final.
A defesa de Weinstein pediu a anulação do julgamento em várias ocasiões.
Pouco antes dos primeiros resultados, após um novo protesto do porta-voz do júri perante o juiz Curtis Farber, o próprio Weinstein, de 73 anos, pediu a anulação do julgamento para surpresa do público que aguardava as deliberações.
"É a quarta vez que ouço uma queixa de um jurado", disse Weinstein, que concluiu: "é hora, é hora, é hora de dizer que este julgamento acabou".
L.Dubois--BTB