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Bukele critica grupos de DH por não elogiarem redução de homicídios em El Salvador
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, criticou nesta quarta-feira (11) as organizações de defesa dos direitos humanos por não elogiarem a redução dos homicídios no país após a aplicação da sua política linha-dura contra os grupos criminosos.
Bukele goza de enorme popularidade por ter reduzido os níveis de violência a mínimas históricas com a "guerra" contra os grupos criminosos que lançou em março de 2022, que permite prisões sem mandado judicial. Mas seus métodos são criticados por grupos de defesa dos direitos humanos, segundo os quais milhares de inocentes foram detidos.
"É evidente que as chamadas organizações de defesa dos direitos humanos não consideram que não ser assassinado, estuprado ou agredido seja um direito humano. Caso contrário, estariam nos elogiando por termos conseguido precisamente isso", criticou Bukele no X.
O presidente compartilhou uma projeção segundo a qual, até o fim de 2025, o país vai registrar uma taxa de 1 homicídio a cada 100 mil habitantes. No ano anterior, El Salvador teve uma taxa de 1,9 homicídio a cada 100 mil habitantes, enquanto em 2015 ela era de 106 a cada 100 mil habitantes, segundo cifras oficiais.
Grupos de defesa dos direitos humanos também criticam Bukele por manter presos 252 imigrantes venezuelanos deportados pelos Estados Unidos, e pelas prisões, nas últimas semanas, de cinco críticos do governo, entre eles ativistas de direitos humanos e advogados.
Em meio à "guerra" de Bukele, foram presos cerca de 86 mil supostos membros de grupos criminosos, embora o governo tenha informado que cerca de 8 mil pessoas foram libertadas, por serem inocentes.
M.Odermatt--BTB