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Suspeitos são condenados a até 22 anos de prisão por pendurar boneco de Vini Jr. na Espanha
Os quatro suspeitos de pendurar um boneco com a camisa do atacante do Real Madrid Vinícius Júnior em uma ponte em 2023 aceitaram condenações de até 22 meses de prisão em um acordo que pode evitar sua reclusão, informaram fontes judiciais.
O acordo com a Promotoria — que o juiz deverá transformar em uma sentença para evitar o julgamento —, os acusados reconhecem sua culpa por um crime contra os direitos fundamentais e as liberdades públicas, além de outro por ameaças.
Três deles aceitaram uma condenação de 14 meses de prisão, enquanto o quarto, que publicou na internet a imagem do boneco pendurado em uma ponte nos arredores de Madri, será condenado a 22 meses, de acordo com fontes da Promotoria.
Os acusados, que de acordo com as investigações pertenciam ao grupo ultra Frente Atlético, de torcedores do Atlético de Madri, não cumprirão a pena na prisão devido à legislação espanhola, já que eles não têm antecedentes criminais e a pena é inferior a dois anos.
Os quatro tiveram que assinar uma "carta de desculpas dirigida a Vinícius Júnior, ao Real Madrid CF, à LaLiga" e à Federação Espanhola de Futebol, e terão que participar de um "programa de formação sobre igualdade de tratamento e não discriminação", disse a LaLiga em um comunicado.
Além disso, pagarão multas e serão proibidos de se aproximar a menos de 1.000 metros do atacante brasileiro e dos estádios por mais de cinco anos, acrescentou.
"Esta sentença é um passo firme na luta contra o ódio e a discriminação no esporte", comemorou a LaLiga, que apresentou a queixa após o incidente.
Em uma declaração, o Real Madrid afirmou que os quatro condenados se somam às 14 pessoas sentenciadas por "ataques racistas" contra membros do seu clube, e disse que "continuará trabalhando para (...) erradicar qualquer comportamento racista no mundo do futebol".
O boneco apareceu pendurado em uma ponte em 26 de janeiro de 2023, horas antes de uma partida entre Real Madrid e Atlético de Madrid, sob uma faixa que dizia "Madrid odeia o Real".
O atacante brasileiro, que testemunhou por videoconferência no mês passado, tem sido alvo de inúmeros episódios racistas desde sua chegada à capital espanhola em 2018, que levaram à indignação pública e a várias condenações judiciais.
W.Lapointe--BTB