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EUA diz que 'mais de um milhão' de migrantes deixaram o país por conta própria
Mais de um milhão de migrantes em situação irregular deixaram os Estados Unidos por conta própria desde o retorno de Donald Trump ao poder em 20 de janeiro, afirmou nesta sexta-feira (8) a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
Desde janeiro, Trump praticamente fechou a fronteira com o México, anunciou o envio de pelo menos 1.500 militares à área e aplicou uma rigorosa política migratória.
"Acreditamos que mais de um milhão de pessoas retornaram para casa por conta própria desde que começamos este governo", declarou Noem em uma coletiva de imprensa em Chicago.
E "sabemos que milhares e milhares de pessoas usaram o aplicativo" CBP Home que pede para que migrantes em situação irregular se autodeportem, continuou.
Também informou que "centenas de milhares destes criminosos" foram presos e "mais de 70% têm acusações pendentes ou condenações criminais, o restante tem ordens definitivas de deportação".
Nos últimos meses, as detenções de migrantes se multiplicaram no país, com operações em tribunais, residências e locais de trabalho.
"Realizamos operações policiais específicas em todo o país e utilizamos nossos arquivos de casos e informação para saber quem é um criminoso neste país que precisa ser deportado e quem tem uma ordem de deportação definitiva", justificou.
"Eles não estão cumprindo a lei se estão aqui ilegalmente", reiterou, insistindo que, se saírem por conta própria, poderiam retornar com um visto.
A secretária de Segurança Interna considera que a política migratória de Trump, que prometeu um recorde nas deportações, é um sucesso.
"Durante três meses consecutivos, não tivemos nenhum migrante ilegal entrando nos Estados Unidos, a primeira vez na história desta nação que vemos este tipo de segurança na fronteira" com o México, analisou.
Para tentar alcançar seu objetivo, Trump decidiu reforçar o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).
"O presidente Trump nos designou recursos para contratar 10.000 novos oficiais do ICE", disse Noem.
"Temos mais de 80.000 solicitantes para estes postos", acrescentou em uma coletiva de imprensa, na qual acusou governadores democratas de estados e cidades "santuário" de "obstruir" os esforços federais para expulsar migrantes.
As chamadas "cidades-santuário" permitem que a polícia se recuse a cooperar com agentes de imigração se não houver um mandado judicial ou compartilhar informações sobre migrantes em situação irregular se eles correm o risco de ser deportados.
Algumas ONGs denunciam as condições nos centros de detenção de migrantes.
Em um relatório, a Human Rights Watch (HRW) descreve celas superlotadas e pessoas dormindo no chão sob luzes neon acesas dia e noite, privadas de higiene básica.
J.Fankhauser--BTB