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Recuperados 270 corpos após deslizamento de terra no oeste do Sudão
As operações de busca após o deslizamento de terra que devastou um vilarejo isolado no oeste do Sudão permitiram recuperar 270 corpos soterrados, afirmou um representante da autoridade civil local durante uma visita ao local nesta quarta-feira (3).
O desastre ocorreu no domingo depois de vários dias de chuvas intensas em Tarasin, na área de Jebel Marra da região de Darfur, e deixou centenas de mortes, segundo a ONU.
O número de vítimas e a magnitude dos danos continuam sendo muito difíceis de avaliar nesta zona que está em grande parte controlada pelo Movimento do Exército de Libertação do Sudão (MLS), indicou a ONU.
Os primeiros relatórios apontaram entre 300 e 1.000 mortos.
"Centenas ainda estão sob os escombros que cobriram as casas e plantações", afirmou nesta quarta-feira à AFP Mujib al-Rahman Muhammad al-Zubair, presidente da autoridade civil das zonas controladas pelo MLS.
"Um grande número de animais também morreram, todos sob a lama", e os deslizamentos afetaram as fontes de água da região, disse em uma entrevista via telefone por satélite.
Imagens publicadas nesta quarta-feira pelo MLS mostram uma multidão trabalhando no local do deslizamento que enterrou a vila sob uma grossa camada de lama, árvores arrancadas e vigas quebradas.
Cerca de 150 pessoas abandonaram a zona para se refugiar em outras partes da região após o deslizamento de terra, segundo a OIM.
Na noite de segunda-feira, o MLS informou sobre "1.000 mortos" e fez um apelo por ajuda à ONU e a outras organizações humanitárias.
A área do deslizamento fica a várias dezenas de quilômetros ao sudoeste da cidade de Al-Fashir, capital do estado de Darfur do Norte, sitiada há um ano pelas paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), em guerra contra o Exército.
O papa Leão XIV pediu nesta quarta-feira uma "resposta coordenada" diante da "catástrofe humanitária" que está ocorrendo no país africano em meio ao conflito e à recente catástrofe natural.
"Chegam notícias trágicas desde Darfur. Em Al-Fashir, diversos civis estão presos na cidade, vítimas da fome e da violência", alertou o pontífice.
W.Lapointe--BTB