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Tribunal sul-coreano aumenta para 4 anos a pena de prisão contra ex-primeira-dama
A Justiça sul-coreana condenou, nesta terça-feira (28), em apelação, a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a quatro anos de prisão por manipulação do mercado de ações e corrupção, escândalos que mancharam a presidência de seu marido, Yoon Suk Yeol, atualmente preso por insurreição.
A ex-primeira-dama havia sido inicialmente condenada em janeiro a 20 meses de prisão por corrupção, após aceitar presentes de luxo da seita Moon, mas foi absolvida de outras acusações, incluindo a de manipulação do mercado de ações.
A condenação foi revertida nesta terça-feira pelo Tribunal de Apelações de Seul, que aumentou significativamente sua pena.
"O tribunal condena a ré a quatro anos de prisão e impõe uma multa de 50 milhões de won", aproximadamente 34 mil dólares (cerca de 168 mil reais), declarou o Tribunal de Apelações em decisão transmitida ao vivo pela televisão.
Com a parte inferior do rosto coberta por uma máscara branca, Kim Keon Hee manteve a cabeça baixa enquanto ouvia o veredicto.
O tribunal considerou-a culpada de manipular o preço das ações da Deutsche Motors e classificou o ato como uma "transação colusiva (...) que constitui manipulação de mercado".
Acrescentou ainda que a ex-primeira-dama, de 53 anos, "não admitiu a sua culpa e, pelo contrário, apresentou desculpas constantemente".
Sua condenação por corrupção ocorreu após ela aceitar duas bolsas Chanel e um colar Graff da Igreja da Unificação, também conhecida como seita Moon. Devido a esses subornos, "a confiança pública na transparência dos assuntos de Estado e na condução justa da política nacional foi abalada", concluiu o tribunal.
O tribunal também observou que levou em consideração a ausência de antecedentes criminais de Kim ao determinar sua sentença.
Os advogados da ex-primeira-dama disseram à AFP que vão recorrer da sentença na Suprema Corte.
G.Schulte--BTB