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Suspeito de iniciar incêndio em Los Angeles ressentia os ricos, dizem promotores
O suspeito de ter iniciado deliberadamente um incêndio mortal que devastou no ano passado um bairro de Los Angeles nutria ressentimento contra os ricos e admirava Luigi Mangione, acusado de ter assassinado o diretor-executivo de uma companhia de seguros, informaram os promotores.
Jonathan Rinderknecht deve enfrentar julgamento em 8 de junho por iniciar o incêndio Palisades, que causou a morte de 12 das 31 vítimas fatais das chamas que atingiram Los Angeles em janeiro de 2025.
Em documentos judiciais apresentados na semana passada, os promotores o descrevem como um motorista da Uber furioso com o capitalismo, que deliberadamente e como ato de vingança incendiou o bairro de Pacific Palisades, um enclave com vista para o oceano onde vivem celebridades e cujas propriedades valem milhões de dólares.
Duas semanas após o ato, o histórico de buscas do suspeito mostrava entradas como "vamos derrubar os bilionários".
Ele também fez buscas com o slogan "Liberdade para Luigi Mangione", o homem que promotores federais afirmam ter assassinado o diretor-executivo da empresa United Healthcare.
"Vários dos passageiros de Uber do acusado entre 31 de dezembro de 2024 e 1º de janeiro de 2025 o descreveram como irritado, intenso, dirigindo de forma errática e reclamando de estar 'irritado com o mundo', além de falar sobre Luigi Mangione, capitalismo e ações vigilantes", relataram os documentos.
Rinderknecht rejeita as acusações.
Os documentos da promotoria afirmam que, durante um interrogatório no fim de janeiro de 2025, os investigadores lhe perguntaram por que alguém iniciaria um incêndio em Pacific Palisades.
O suspeito teria respondido que um potencial incendiário poderia ser motivado por ressentimento contra os ricos, já que "basicamente nos escravizam".
Rinderknecht foi preso na Flórida em outubro.
O homem cresceu na França e residia em Pacific Palisades.
Ele é acusado de iniciar um incêndio na véspera de Ano Novo de 2025 nas montanhas que dão para o bairro de luxo.
Foi esse incêndio, que os bombeiros acreditavam ter sido apagado, que voltou a se intensificar em 7 de janeiro. Desde então, devastou o bairro e partes da cidade de Malibu, segundo promotores federais.
O.Krause--BTB