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Papa Leão XIV celebrará missa na Sagrada Família de Barcelona em 10 de junho
O papa Leão XIV celebrará uma missa na Sagrada Família de Barcelona, no dia 10 de junho, centenário da morte de seu criador, Antoni Gaudí, e abençoará a maior torre do templo, segundo a agenda da viagem à Espanha (6 a 12 de junho), anunciada nesta quarta-feira (6).
"Há uma grande expectativa", declarou o arcebispo de Barcelona, Juan José Omella, em entrevista coletiva em Madri, após a publicação dos detalhes da viagem pelo Vaticano e pela Conferência Episcopal Espanhola (CEE).
A viagem de Leão XIV começará em 6 de junho, em Madri, com um encontro com o rei Felipe VI e uma grande missa no centro da cidade no domingo, dia 7.
Na segunda-feira, 8, ele se reunirá com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, antes de um encontro à tarde com a "comunidade diocesana" no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.
Em seguida, ele viajará para Barcelona, onde celebrará uma vigília de oração na terça-feira, 9, no Estádio Olímpico, antes da inauguração, no dia seguinte, da maior torre da Sagrada Família, coincidindo com o centenário da morte de Antoni Gaudí (1852-1926).
O célebre arquiteto catalão foi declarado "venerável" pelo Vaticano em 2025, primeiro passo no caminho para a beatificação.
Depois, Leão XIV seguirá para Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife, duas ilhas do arquipélago das Canárias, ponto crucial na rota migratória em direção ao continente europeu. A questão tem grande importância para o pontífice, assim como para o seu antecessor, Francisco.
A viagem de uma semana terá 22 discursos e homilias.
A última visita de um papa à Espanha aconteceu em agosto de 2011, quando Bento XVI visitou Madri para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Depois do deslocamento a Mônaco em março e de uma viagem por quatro países da África em abril, esta será a terceira visita ao exterior do papa em 2026 e a quarta desde a sua eleição em maio de 2025.
A Espanha prepara um amplo dispositivo de segurança para a visita, com mais de 13.000 policiais e guardas civis, sem considerar os efetivos locais, informou o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
A visita do papa acontecerá poucos meses após a assinatura de um acordo entre o governo e a Igreja espanhola para indenizar as vítimas de agressões sexuais cometidas por religiosos, após anos de dúvidas e falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.
I.Meyer--BTB