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Democratas acusam secretário de Comércio de Trump de encobrir caso Epstein
Parlamentares democratas exigiram, nesta quarta‑feira (6), a renúncia do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, acusando‑o de mentir ao Congresso e de ajudar a encobrir os crimes de Jeffrey Epstein, numa audiência do Comitê de Supervisão da Câmara sobre seus vínculos com o agressor sexual.
Após o interrogatório, os democratas retrataram Lutnick, um ex‑executivo financeiro bilionário, como evasivo e desonesto. Parlamentares da oposição o acusaram de contrariar declarações públicas anteriores sobre quando rompeu laços com Epstein.
"Depois do que vimos até agora nesta entrevista transcrita, sinto‑me muito à vontade em dizer que Howard Lutnick é um mentiroso patológico que está facilitando o encobrimento mais atroz da história americana", disse a legisladora do Arizona Yassamin Ansari.
O democrata Suhas Subramanyam pediu sua saída do governo. "O que acabamos de ouvir na sala foi absolutamente alucinante. Ele se mostrou evasivo, nervoso e desonesto”, disse.
O nome de Lutnick aparece nos documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.
Em uma entrevista a um podcast no ano passado, Lutnick relatou ter visitado a casa de Epstein em Manhattan em 2005 e disse que ficou tão perturbado que decidiu que "nunca mais estaria em um cômodo com aquela pessoa repugnante, nunca mais".
Mas em fevereiro ele admitiu que visitou, em 2012, a ilha particular de Epstein no Caribe com a família.
O parlamentar democrata Ro Khanna também acusou Lutnick de enganar o público e sugeriu que seu depoimento levantava novas dúvidas sobre se detalhes do caso Epstein estavam sendo ocultados.
Por sua vez, o líder republicano da comissão de inquérito da Câmara, James Comer, rejeitou as acusações dos democratas e afirmou que Lutnick havia sido "muito colaborativo" em relação a seus vínculos com Epstein.
Lutnick, que não foi formalmente acusado de nenhum crime, recusou‑se a falar com a imprensa.
Epstein admitiu crimes sexuais em 2008 em um polêmico acordo de confissão de culpa e posteriormente foi acusado de tráfico de menores, antes de morrer em uma cela de uma prisão de Nova York em 2019, enquanto aguardava julgamento. Sua morte foi considerada suicídio.
L.Janezki--BTB