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UE impõe ao Google novas medidas para abrir o Android à concorrência
Bruxelas impôs ao Google, nesta quinta-feira (16), medidas para fomentar a concorrência nos serviços de busca e abrir o Android às inteligências artificiais de seus rivais, apesar dos protestos do gigante americano.
A Comissão Europeia exige, por um lado, que o grupo compartilhe, de forma regulada, os dados coletados pelo seu motor de busca Google Search com os serviços de busca concorrentes antes de janeiro de 2027.
Por outro lado, ordena que seja concedido aos assistentes de IA desenvolvidos por terceiros acesso às principais funções do Android, seu sistema operacional para celulares e tablets, colocando-os assim em condições de igualdade com seus próprios produtos de IA, como o Gemini.
Os usuários de celulares e tablets com Android poderiam utilizar o comando de voz para ativar a IA de sua escolha ou utilizá-la para fazer reservas, obter informações sobre um lugar visitado recentemente, etc.
Bruxelas deu um ano ao gigante tecnológico para aplicar esta segunda medida, que exigirá uma importante atualização do Android.
"Graças a estas medidas, esperamos que surjam alternativas ao Google Search e aos serviços de IA do Google, como o Gemini, oferecendo assim mais opções aos consumidores", afirmou Henna Virkkunen, vice-presidente da comissão responsável por questões digitais, em um comunicado.
"Estas decisões poderiam minar salvaguardas essenciais em matéria de privacidade e segurança para milhões de europeus", reagiu Kent Walker, presidente de Assuntos Globais do Google, em uma declaração enviada à AFP, na qual criticou Bruxelas por ter "ignorado várias provas de prejuízo para os usuários".
Estas decisões afetam o próprio núcleo do funcionamento do ecossistema do Google, construído em torno do Google Search e da exploração dos dados dos internautas para a publicidade segmentada, que continua sendo, de longe, sua principal fonte de receita.
J.Horn--BTB