Berliner Tageblatt - Gucci, Fendi e nova Moschino protagonizam a Semana de Moda de Milão

Gucci, Fendi e nova Moschino protagonizam a Semana de Moda de Milão
Gucci, Fendi e nova Moschino protagonizam a Semana de Moda de Milão / foto: © AFP

Gucci, Fendi e nova Moschino protagonizam a Semana de Moda de Milão

Com uma nova Moschino e coleções muito esperadas na Gucci e na Fendi, a Semana de Moda feminina de Milão traz um sopro de ar fresco e chama para o foco o trabalho artesanal, em um setor que está há meses adormecido.

Tamanho do texto:

Um dos principais desfiles para a primavera-verão de 2027, que começam nessa terça-feira (22), é o da marca Moschino, com a estreia da dupla formada pelo francês Loris Messina e o italiano Simone Rizzo, muito elogiados pela crítica com sua marca urbana Sunnei.

Na Gucci, o provocador Demna vai apresentar sua segunda coleção no momento em que o luxo italiano atravessa uma fase difícil em meio às tensões macroeconômicas e prolongada desaceleração do mercado chinês.

Também será a segunda Semana de Moda de Maria Grazia Chiuri na Fendi.

"2026 começou com um janeiro bastante difícil. Mas, felizmente, nos mantivemos firmes no segundo trimestre", disse no início do mês Carlo Capasa, presidente da Câmara Nacional da Moda Italiana. Para ele é um "milagre" que o setor siga firme em meio à numerosos desafios.

A Câmara da Moda prevê uma queda anual mais moderada das receitas de 1,6%, com os cosméticos em alta, as roupas no caminho da recuperação e os calçados com dificuldades.

"Muitas marcas mudaram de estilistas, o que inevitavelmente desperta interesse no mundo da moda", disse em entrevista à AFP Toni Belloni, presidente da LVMH Itália.

- Novas lojas -

Prada, cujo desfile de terça à tarde vai deu início à semana de moda, inaugurou uma nova loja-conceito na Galleria Vittorio Emanuele II, do século XIX, onde nasceu a marca em 1913.

Em oito andares, o grupo acrescentou à suas lojas, à confeitaria e ao espaço de arte contemporânea uma nova galeira subterrânea, um museu e salões privados.

A intenção é mimar seus clientes com maior poder aquisitivo e oferecer um espaço luxuoso para eventos com o objetivo de reforçar a imagem da marca.

Essa loja monumental "expressa claramente sua visão, fomentando um diálogo com seu público através de uma experiência em que convergem a cultura, a criatividade, a hospitalidade e o comércio varejista", declarou o diretor executivo da Prada, Andrea Guerra, em um comunicado.

Na mesma galeria, aos pés da Catedral de Milão, a Vogue organizará nessa terça-feira um espetáculo para celebrar "o artesanato e a criatividade italianos na era da tecnologia", com a participação, entre outras celebridades, do bailarino estrela do teatro Scala Roberto Bolle e da modelo americana Alex Consani.

A poucos passos, na elegante Via Montenapoleone, Dior também abriu sua nova loja com vários andares, incluindo um restaurante comandado pelo chef Enrico Bartolini, premiado com estrelas Michelin.

Milão é muito importante para a LVMH, empresa matriz da Dior. O maior grupo de luxo do mundo inaugurou nos últimos meses novas lojas de suas marcas Louis Vuitton, Tiffany & Co e Bulgari.

O grupo também investiu na marca Loro Piana, especialista em caxemira, e inaugurou na semana passada uma nova fábrica em Ghemme, aos pés dos Alpes, em Piamonte, onde cerca de 200 funcionários produzem suéteres e outras peças de malha.

Frederic Arnault, dono da Loro Piana e filho do diretor executivo da LVMH, disse durante a inauguração que a nova fábrica faz parte da "integração vertical da produção de peças de malha". Isso significa que a empresa vai assumir funções da cadeia de fabricação que antes terceirizava.

Nas passarelas de Milão, junto às marcas consolidadas como Giorgio Armani e Roberto Cavalli, as marcas portuguesas Marques'Almeida e Miguel Vieira vão apresentar seus primeiros desfiles, assim como o estilista equatoriano Neithan Ruiz.

Um momento será de despedida: Glenn Martens vai apresentar sua última coleção para Diesel, marca que conseguiu levar a um patamar mais exclusivo durante os últimos cinco anos.

O sucessor do belga ainda não foi nomeado, mas Martens permanecerá dentro do grupo, na Maison Martin Margiela.

C.Kovalenko--BTB