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Para presidente do JPMorgan, inflação continua sendo ameaça
O presidente do banco JPMorgan Chase, o influente Jamie Dimon, teme que a inflação nos Estados Unidos possa permanecer alta por mais tempo que o esperado pelas autoridades e não descarta que as taxas de juros voltem a subir, segundo sua carta anual aos investidores publicada nesta segunda-feira (8).
A transição ecológica, o aumento dos gastos militares e a luta contra o aumento dos custos da saúde "impulsionam os gastos", sustentou o executivo.
"Isso poderia tornar a inflação mais tenaz e pressionar as taxas [de juros do Federal Reserve, o banco central americano] para um nível superior às previsões do mercado", advertiu.
O diretor de 68 anos sustentou que os investidores estão otimistas demais sobre a hipótese de uma queda da inflação sem recessão ou com um crescimento modesto.
O banco avalia vários cenários, inclusive uma alta das taxas de juros que poderia chegar a 8%.
As taxas de referência do Federal Reserve (Fed) estão entre 5,25% e 5,50%, as mais altas em mais de 20 anos.
Quanto maior forem as taxas, mais caro fica o crédito, por isso há desincentivo ao consumo e ao investimento, reduzindo assim as pressões sobre os preços.
Dimon, considerado um dos dirigentes empresariais mais poderosos do mundo, insistiu em sua carta que os Estados Unidos devem reafirmar sua posição de liderança mundial com base em sua potência militar, econômica, diplomática e moral.
"Os Estados Unidos e o mundo livre ocidental não devem manter um falso sentimento de segurança baseado na ilusão de que ditaduras e nações opressivas não vão usar seu poderio econômico e militar para alcançarem seus objetivos, particularmente contra o que percebem como democracias ocidentais fracas, incompetentes e desorganizadas", enfatizou Dimon.
J.Horn--BTB