-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP dos EUA, onde pode ser campeão de F1
-
Arquidiocese de Nova York concorda em pagar mais de US$ 800 milhões em indenizações a vítimas de abusos sexuais
-
Lula e Bolsonaro reúnem multidões antes de duelo final nas urnas
-
Paris FC perde para Lens e deixa escapar oportunidade de assumir liderança do Francês
-
Atlético de Madrid vence Deportivo com gol de Julián Álvarez
-
Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção
-
Ronaldinho jogará pelo Ravenna na Serie C italiana no dia 15 de novembro
-
Israel desloca milhares de palestinos de Hebron após ataque mortal
-
Milhares de pessoas protestam na Itália sob forte dispositivo de segurança
-
Borussia Dortmund vence Eintracht Frankfurt e assume liderança do Alemão
-
Novos protestos sociais se espalham pela França em meio a tensões e fortes medidas de segurança
-
Kvaratskhelia voltará de lesão 'mais forte', prevê Luis Enrique
-
Houthis atacam Áden e acusam Arábia Saudita de causar 16 mortes no Iêmen
-
Infantino afirma que conta com amplo apoio para presidir a Fifa
-
City sofre 1ª derrota no Inglês e é alcançado pelo Arsenal na liderança
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos multitudinários
-
Milhares de pessoas protestam em Madri em defesa das aposentadorias
-
Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia
-
Lula e Flávio Bolsonaro vão às ruas em encerramento de campanha
-
França vive novo dia de protestos com forte contingente policial
-
Incêndio atinge antiga residência de montanha de Hitler; um suspeito é detido
Panamenhos sonham em reviver 'bonança' perdida
Entre alface e sacos de batatas, Doralicia Moreno, vendedora no maior mercado do Panamá, queixa-se porque "o fluxo de clientes é mínimo" e espera que o novo presidente lhe devolva a prosperidade.
"Não creio que aqui neste mercado haja alguém que diga que está bom", disse à AFP esta funcionária de uma loja do 'Merca Panamá', onde são vendidos 80% das verduras consumidas na capital.
"Nós, panamenhos, nunca passamos pelo tipo de problema que estamos passando agora", lamenta a vendedora de 39 anos.
É "um país muito pequeno para o número de candidatos (oito) que temos à presidência e não sei em quem votar" no domingo, acrescentou.
Andrés Vlieg, que compra no mercado as verduras que oferece em sua loja na cidade satélite de Arraiján, também lamenta porque "as vendas neste momento estão um pouco lentas".
Antes havia "uma bonança incrível, o panamenho tinha trabalho em todos os lugares, não lhe faltava nada, estava tudo bem", disse à AFP o comerciante de 53 anos.
Muitos panamenhos sentem saudades da situação econômica de uma década atrás, quando houve um boom imobiliário sem precedentes e grandes projetos de infraestruturas, como a expansão do Canal do Panamá e a construção do primeiro metrô da América Central.
O Panamá tem uma economia de serviços dolarizada, com atrativos para investimentos estrangeiros, um sistema financeiro internacional e a maior zona franca da América Latina. Seu motor, o canal interoceânico, contribuiu com 2,54 bilhões de dólares para o Tesouro em 2023.
O PIB panamenho cresceu 7,3% em 2023 segundo o governo e 6,5% segundo o Banco Mundial, acima da média latino-americana (2,2%, segundo a Cepal).
É também um país com alta renda per capita na América Latina (17.357,6 dólares em 2022, segundo o Banco Mundial).
No entanto, 45% dos empregos panamenhos são informais e o desemprego ronda os 9%. Um terço da população rural vive na pobreza e os sindicatos queixam-se de que o poder de compra caiu 10% desde 2016.
O economista panamenho Horacio Estribí afirma que "o crescimento econômico concentrou-se em beneficiar grupos muito específicos e muito pouco ou nada os de baixa renda".
Mas a classe média também se sente sobrecarregada, especialmente pelos aumentos nos juros dos empréstimos hipotecários e nos preços da gasolina.
Seja qual for o próximo presidente, terá de garantir que o abastecimento de água seja seguro para o canal, afetado por uma seca que reduziu o tráfego de navios e ameaça as receitas fiscais.
O Fundo de Segurança Social "ficaria sem recursos para pagamentos de aposentadorias em 2025", disse à AFP Esteban Tamayo, economista do banco americano Citi para os Países Andinos, América Central e Caribe
O Fundo paga cerca de 1,76 bilhão de dólares por ano em aposentadorias.
Além disso, o país enfrenta uma arbitragem internacional pelo fechamento em 2023 de uma mina de cobre a céu aberto propriedade de capital canadense.
K.Thomson--BTB