-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde
-
Mercado automóvel cresce 2,4% em outubro e elétricos ganham peso
-
Benfica vence Alverca por 1-0 e continua na perseguição ao FC Porto
-
Debate sobre habitação reacende confronto político em torno da liberdade
-
Coesão nacional depende de políticas públicas e compromisso coletivo
-
Palmelense protagoniza gesto de desportivismo em partida no Seixal
-
Presidente do Racing Power é acusada de agredir agente de arbitragem
-
João Nívea pede maior competitividade e atitude ao Vitória FC
-
Diplomata brasileiro leva experiência de Gaza para missão consular em Lisboa
-
Tecnologia pressiona Wall Street apesar da forte queda do petróleo
-
Receitas trimestrais da Apple avançam 12% para 114,5 mil milhões de dólares
-
Brent para janeiro recua 7,63% e fecha a 104,77 dólares
-
Flamengo alerta para perda de R$ 430 milhões em audiência no STF sobre proibição de bets
-
Prejuízo da Anthropic aumenta para 104 mil milhões de dólares até setembro
-
Jornal Económico apresenta a primeira página de 3 de novembro
-
Deslocamento forçado exige respostas de longo prazo e investimento coletivo
-
Indicadores levantam dúvida sobre valorização da TAP desde 2024
-
Autarquias expõem receios do MPLA sobre mudanças na ordem de poder
-
Trump classifica intercalares como decisivas e afasta novo ataque ao Irão
-
Lucro da Corticeira Amorim recua 22% até setembro
-
Petróleo cai mais de 7% com sinais de avanço diplomático no Médio Oriente
-
Ministério Público terá de levar limite horário de protestos ao Constitucional
-
Seguro relaciona coesão social à confiança nas instituições democráticas
Presidente de Cuba alerta contra "perturbação da ordem" durante apagão
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, alertou no domingo (20) que o governo atuará com "rigor" contra aqueles que tentam alterar a ordem pública, em meio a um apagão total que mantém a ilha no escuro há três noites.
Durante uma reunião governamental, o presidente, vestido com uniforme militar, disse que as pessoas que tentarem "provocar perturbações da ordem pública" e que participarem de atos de vandalismo "serão processadas como corresponde ao rigor contemplado nas leis revolucionárias".
Alguns "atuam sob as orientações envidadas pelos operadores da contra-revolução cubana do exterior", acrescentou.
Ao mesmo tempo, em vários bairros da capital Havana foram registrados panelaços de descontentamento com a falta de energia elétrica. Dezenas de pessoas, incluindo mulheres com crianças nos braços, protestaram no bairro populoso de Santos Suárez. "Acendam a luz", gritaram.
Outro grupo fechou uma rua no centro de Havana com barricadas de lixo.
Nas redes sociais, cubanos publicaram vídeos atribuídos a um protesto em Manicaragua, localidade da província de Villa Clara (centro), mas a AFP não conseguiu verificar a autenticidade das imagens.
Em meio ao colapso energético, o furacão Oscar tocou o solo de Cuba como fenômeno de categoria 1 na província de Guantánamo, perto da cidade de Baracoa, às 17H50 locais (18H50 de Brasília), mas pouco depois foi rebaixado para tempestade tropical, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.
Ondas de até quatro metros de altura atingiram o calçadão de Baracoa, onde foram registrados alguns danos nos telhados e muros das casas e quedas de postes e árvores, informou a imprensa estatal.
O Centro de Previsões do Instituto Meteorológico de Cuba informou que o furacão apresentou "ventos máximos sustentados" de 130 quilômetros por hora, "com rajadas superiores".
O fenômeno natural atingiu uma Cuba que está sem energia elétrica desde sexta-feira devido a uma falha na central termelétrica Antonio Guiteras, a mais importante da ilha, que provocou a queda do sistema nacional.
O presidente reconheceu que a situação do sistema elétrico continua "complexa", com uma forte instabilidade.
O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou durante o domingo que as autoridades esperavam restaurar o serviço na noite de segunda-feira para a maioria da ilha. Porém, pouco depois do anúncio, uma nova falha deixou mais de 200 mil pessoas em Havana sem energia elétrica.
- Dificuldade atrás de dificuldade -
As autoridades suspenderam as aulas e as atividades essenciais de trabalho até quarta-feira, apenas hospitais e serviços vitais para a população continuarão funcionando.
“Minha geladeira está descongelada há três dias e tenho medo de que estrague tudo”, explicou Adismary Cuza, um trabalhador privado de 56 anos, que está desesperado.
“Dois dias sem eletricidade, o que é esse senhor, o que vai acontecer? Os cubanos estão cansados de tanta coisa”, acrescenta Serguei Castillo, 68 anos, que está tão preocupado quanto Cuza.
Na quinta-feira, Díaz-Canel disse que a crise se deve à dificuldade de aquisição do combustível necessário ao sistema elétrico, devido ao embargo que Washington aplica à ilha desde 1962.
Nesse mesmo dia, o governo anunciou a paralisação dos trabalhos em estatais para enfrentar a crise que nas últimas semanas deixou a população de várias províncias até 20 horas sem luz por dia.
- Sistema precário -
Na ilha, a eletricidade é gerada por oito usinas termoelétricas desgastadas e dependentes de combustível, algumas das quais quebraram ou estão passando por manutenção, além de várias usinas flutuantes - que o governo aluga para empresas turcas - e geradores.
A maior parte dessa infraestrutura precisa de combustível para funcionar.
Com a escassez de alimentos e medicamentos, o aumento da inflação e os apagões crônicos que limitam o desenvolvimento das atividades produtivas, Cuba está enfrentando a pior crise econômica das últimas três décadas.
Os apagões foram um dos gatilhos para as manifestações históricas de 11 de julho de 2021.
lp-j/mar/ag/arm/jc/dd/ic/fp
F.Müller--BTB