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Polêmico orçamento federal de Trump, à prova no Senado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca nesta segunda-feira (30) a aprovação no Senado de seu polêmico orçamento federal, que inclui bilhões de dólares em créditos fiscais e controle migratório, além de cortes na cobertura médica.
Antes, os senadores votarão centenas de emendas para o "grande e belo” projeto de lei, como é chamado por Trump.
O objetivo dos democratas será atrasar o máximo possível a votação final e conseguir que os republicanos, que têm maioria no Congresso, rejeitem propostas.
Espera-se que a sessão dure toda a segunda-feira e termine com uma votação nas últimas horas do dia.
Depois, o megaprojeto de lei voltará à Câmara dos Representantes, que já adotou sua própria versão, para aprovação final.
O tempo está se esgotando. Na sexta-feira, 4 de julho, é feriado nacional e Trump fixou este dia como prazo simbólico para que a iniciativa chegue à sua mesa para promulgação.
- Seguro médico -
O republicano de 79 anos instou publicamente os senadores a aprovarem com rapidez o projeto. Nesta segunda, comemorou que "está avançando a um bom ritmo".
O texto prevê prolongar os enormes créditos fiscais implementados durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), elimina o imposto sobre gorjetas e inclui bilhões de dólares adicionais para defesa e controle da imigração.
O Escritório de Orçamento do Congresso, que avalia o impacto dos projetos de lei nas finanças públicas, estimou no domingo que o texto aumentará a dívida nacional em mais de 3 trilhões de dólares (16,4 trilhões de reais) até 2034.
Somente a extensão dos "créditos fiscais de Trump" está estimada em 4,5 trilhões de dólares (24,5 trilhões de reais).
Para compensar parcialmente, os republicanos planejam cortar o Medicaid, o programa público de seguro médico do qual dependem milhões de americanos de baixa renda.
Também se propõem a reduzir o programa de assistência alimentar SNAP e desmantelar os incentivos fiscais para as energias renováveis adotados durante o mandato do ex-presidente democrata Joe Biden.
- Resistências -
A oposição democrata critica os cortes de impostos para os ricos às custas da classe média e trabalhadora, já castigada pela inflação. E na direita, alguns republicanos também estão descontentes.
O senador Thom Tillis declarou que se oporá ao projeto de lei por considerar que a reforma do Medicaid "causaria sofrimento". Trump o atacou publicamente dizendo que ele apenas "fala e reclama".
Tillis anunciou no domingo que não será candidato à reeleição, uma evidência do controle de Trump sobre o Partido Republicano.
Outros conservadores também expressaram sua oposição. O bilionário Elon Musk, ex-conselheiro de Trump que se desentendeu com o presidente por causa do projeto, classificou o texto do Senado como "absolutamente insano" por querer cortar os subsídios governamentais às energias limpas.
"Concede ajuda às indústrias do passado enquanto prejudica gravemente as do futuro", disse Musk, chefe da Tesla e SpaceX e até algumas semanas atrás encarregado de cortar gastos federais através da comissão Doge.
B.Shevchenko--BTB