-
Editora canadense rompe com escritor acusado de usar IA para escrever romance
-
Israel detém candidato ao Congresso dos EUA durante colheita de azeitonas na Cisjordânia
-
Onda de violência na França preocupa setor turístico
-
Dani Olmo ficará um mês afastado por lesão e vira desfalque no Barça contra Real Madrid
-
Candidato árabe nas eleições de Israel classifica uma eventual vitória de Netanyahu como 'catástrofe'
-
Por que a produção de cobre cai no Chile em meio à alta da demanda mundial?
-
Sites fora do ar em todo o mundo após falhas de segurança detectadas por IA
-
Arábia Saudita se compromete a fornecer diesel enquanto 'for necessário', diz Macron
-
Escritórios da extrema direita no Parlamento Europeu são alvos de busca
-
Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto
-
Diretor da Nvidia insta empresas europeias a apostar na IA
-
Kremlin se dispõe a retomar negociações trilaterais em novembro
-
Jogador de rúgbi que morreu antes de jogo na França foi vítima de um aneurisma
-
Justiça cubana pede até 13 anos de prisão para manifestantes
-
ONU alerta para fenômeno El Niño 'sem precedentes'
-
Nick Paley transforma medos de infância em suspense na série 'Fingida'
-
Kvaratskhelia sofre ruptura do ligamento cruzado e pode perder resto da temporada
-
França decreta toque de recolher em bairros de Paris pela terceira noite seguida
-
Escassez de água obriga cubanos a perfurar poços
-
Estudantes, professores e funcionários públicos protestam na Grécia
-
Milei irrompe na campanha eleitoral espanhola e chama Sánchez de 'ditador'
-
Mundo caminha para aquecimento de 2,6 °C neste século, alerta ONU
-
Emissário de Trump apresenta 'ideias' a Putin para acabar com conflito na Ucrânia
-
Macron denuncia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre distúrbios na França
-
Getty Images declara quebra nos EUA para reestruturar sua dívida
-
Canal do Panamá bate recorde de carga após fechamento de Ormuz
-
Boca vence Vasco (3-1) no Maracanã e vai à final da Copa Sul-Americana
-
Advogados de psicólogo e psiquiatra pedem absolvição deles em julgamento pela morte de Maradona
-
Knicks erguem bandeira de campeões após meio século de espera
-
Quase 90% dos detidos em 'guerra' contra gangues em El Salvador não foram julgados
-
Com Arias sob os holofotes, Palmeiras e Fluminense buscam vaga na final da Libertadores
-
Napoli derrota Bodo/Glimt (4-3) em casa em sua primeira vitória na Champions
-
Milhares de pessoas se mobilizam em Portugal após remoção de acampamentos por moradia
-
Atlético de Madrid empata fora de casa com Stuttgart (1-1) na Champions
-
PSG vence Barcelona (4-2) pela 3ª rodada da Champions
-
Liverpool vence Villarreal (4-3) de virada na 3ª rodada da Champions
-
Manchester City goleia AEK Atenas (5-1) com hat-trick de Phil Foden
-
Atlético de Madrid fora de casa com Stuttgart (1-1) na Champions
-
Zelensky comemora retomada do compartilhamento de informações de inteligência com os EUA
-
Sergen Yalçin é anunciado como novo técnico da seleção da Turquia
Brasil e UE comemoram acordo UE-Mercosul como vitória do multilateralismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudaram, nesta sexta-feira (16), a iminente assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia como um pacto-chave para a prosperidade e o multilateralismo.
Depois de mais de vinte anos de negociações, o tratado que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo será assinado no sábado (17) em Assunção, capital do Paraguai.
Os dois blocos representam juntos 30% do PIB mundial e contam com um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.
Mas o pacto enfrenta a resistência de agricultores e pecuaristas de alguns países europeus, que se mobilizaram em fortes protestos.
Após participar de uma reunião no Rio de Janeiro, Lula, um dos principais defensores do tratado, afirmou, em uma declaração conjunta à imprensa, que o pacto "é bom" para os dois blocos, mas é "muito bom, sobretudo, para o mundo democrático e para o multilateralismo".
Para Von der Leyen, que elogiou o papel do petista nas negociações, o acordo "envia uma mensagem contundente: este é o poder da cooperação e da abertura".
"É assim que criamos verdadeira prosperidade", acrescentou a alta funcionária europeia, que fez uma escala no Rio de Janeiro para se reunir com Lula antes de seguir viagem para Assunção.
A conclusão do acordo ocorre em meio às incertezas mundiais devido às políticas protecionistas e às ameaças tarifárias do presidente americano, Donald Trump.
Nesta sexta-feira, Trump ameaçou impôr tarifas aos países que não apoiarem seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo dinamarquês no Ártico.
Neste contexto, Lula disse que a cooperação com a União Europeia vai "além da dimensão econômica".
"A União Europeia e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos", ressaltou o presidente em sua declaração.
- Resistência na Europa -
Estarão presentes na assinatura do tratado em Assunção o presidente anfitrião, Santiago Peña, e seu par uruguaio, Yamandú Orsi. Também é esperado o comparecimento do argentino Javier Milei, embora sua presença ainda não tenha sido confirmada.
Lula não participará do encontro. Segundo o governo, a assinatura foi inicialmente planejada como um evento em nível ministerial, e Assunção convidou os presidentes de última hora.
Desde que voltou ao poder, em 2023, Lula tem sido um grande promotor desse acordo, que abrirá mercados para o gigantesco setor do agronegócio brasileiro.
Von der Leyen defendeu que o pacto "vai multiplicar as oportunidades como nunca antes, com acesso mútuo a mercados estratégicos, regras claras e previsíveis, padrões comuns e cadeias de abastecimento que se tornarão autopistas para o investimento".
Para o Brasil, representa uma oportunidade para expandir suas exportações de carne, soja, arroz, café e outros produtos para a Europa, em troca da abertura de seu mercado para veículos, maquinário, queijos e vinhos europeus, entre outros.
No entanto, setores europeus veem com temor a chegada de produtos dos países do Mercosul, mais competitivos devido a normas de produção consideradas menos estritas.
Apesar da resistência destes setores, e com o voto contrário de França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, a UE aprovou o acordo em 9 de janeiro.
O Conselho Europeu, que reúne os governos dos Estados-membros, autorizou, por meio de uma votação, que a Comissão Europeia avance com o tratado.
A aprovação no Conselho era o último passo prévio à assinatura do acordo no Paraguai.
- Elogios a Lula -
"O senhor é um líder profundamente comprometido com os valores que apreciamos: a democracia, a ordem internacional baseada em normas e no respeito. Respeito pelo nosso planeta, respeito pelas comunidades e respeito pelas nações irmãs", declarou.
Para além do acordo UE-Mercosul, Von der Leyen disse que Europa e Brasil estão avançando em um acordo "muito importante" sobre minerais críticos, com projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras.
"Isto é crucial para nossa transição digital e limpa, assim como para nossa independência estratégica em um mundo onde os minerais tendem a se tornar um instrumento de coerção", afirmou.
O.Krause--BTB