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Irã informou aos Estados Unidos condições para reabertura de Ormuz
EUA e Irã buscam tripulante de avião americano derrubado
Forças do Irã e dos Estados Unidos procuravam na madrugada deste sábado (4) um tripulante do primeiro caça americano derrubado em território iraniano desde o começo da guerra.
Teerã afirmou que derrubou o F-15, e veículos americanos reportaram que forças especiais dos Estados Unidos haviam resgatado um dos tripulantes.
As Forças Armadas do Irã também afirmaram ter derrubado um avião americano A-10 no Golfo, e veículos dos Estados Unidos indicaram que o piloto foi resgatado.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares no Oriente Médio, não comentou a perda do F-15, mas a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, comunicou que o presidente Donald Trump estava ciente do ocorrido.
Trump afirmou ao canal NBC que a perda do avião não afetaria as negociações com o Irã. "É a guerra", comentou.
Um porta-voz do comando operacional central das Forças Armadas iranianas informou que "um caça americano hostil foi atingido e destruído no espaço aéreo do centro do Irã".
Um repórter da TV oficial iraniana anunciou aos moradores da região que, "se capturarem vivos o piloto ou os pilotos inimigos e os entregarem às forças policiais e militares, receberão uma recompensa valiosa".
Os Estados Unidos já reportaram a perda de vários aviões durante as operações no Irã. Novos ataques foram registrados hoje em Israel, Irã, Líbano e países do Golfo, e explosões foram reportadas no norte de Teerã.
Israel informou que lançou uma onda de ataques contra a capital iraniana, juntamente com ofensivas paralelas em Beirute. Horas antes, o Exército israelense reportou uma nova série de mísseis lançados do Irã, o que ativou sua defesa aérea.
Donald Trump ressaltou hoje na plataforma Truth Social que suas Forças Armadas "sequer começaram a destruir o que resta no Irã". Também ameaçou destruir pontes, depois que os Estados Unidos atacaram a maior ponte do Irã, situada em Karaj, da qual ficaram de pé apenas os dois pilares principais.
A potência das explosões rachou a estrutura ao meio. Segundo fontes citadas pela agência de notícias oficial Irna, o ataque matou 13 civis e feriu outras dezenas.
Em Abu Dhabi, a gigante Emirates Global Aluminium informou que pode levar até um ano para retomar sua produção total, após suas instalações serem danificadas por ataques iranianos.
Além das pontes, o presidente americano também disse ter em sua mira as centrais elétricas, o que deixaria os moradores praticamente sem nenhuma opção energética, destacou um morador de Teerã, de 30 anos. "Não temos alternativa. Tenho uma bateria externa, e isso é tudo."
O porta-voz militar Ebrahim Zolfaghari alertou que o Irã aumentaria seus ataques a instalações de energia na região, em resposta às ameaças de Trump.
No Kuwait, um drone causou um incêndio em uma refinaria da empresa de petróleo nacional, e outro ataque danificou um complexo de energia e dessalinização, segundo a imprensa estatal.
No Líbano, outro grande alvo da guerra, pelo menos 1.345 pessoas já morreram, segundo o Ministério da Saúde do país.
- Gastos militares nos Estados Unidos -
Os ataques contra instalações industriais se somam ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes da guerra. O bloqueio provocou uma disparada dos preços do petróleo e do gás natural.
Apenas alguns navios continuam circulando pela via, a maioria de países que mantêm boas relações com o Irã. Segundo uma análise da AFP, 60% dos navios de carga que passam por esta rota zarpam ou se dirigem ao Irã.
A Casa Branca enviou hoje um projeto de orçamento ao Congresso em que pede 1,5 trilhão de dólares (7,7 trilhões de reais) para gastos com defesa, um aumento de 42% no orçamento global do Pentágono para 2027.
L.Janezki--BTB