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Bill Gates vai depor no Congresso dos EUA sobre caso Epstein
O bilionário Bill Gates vai depor em 10 de junho perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que investiga as conexões do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, informou à AFP uma fonte próxima ao caso nesta terça-feira (7).
O cofundador da Microsoft está entre os nomes que aparecem em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça, que revelaram amizades próximas, operações financeiras ilícitas e fotos privadas de personalidades proeminentes com Epstein.
Segundo um porta-voz do bilionário, citado pelo site Politico, Gates "está contente" com a oportunidade de se apresentar à comissão.
"Ele nunca assistiu, nem participou de nenhum ato ilegal de Epstein", por isso "está desejando responder às perguntas da comissão para apoiar este trabalho importante", acrescentou.
A Fundação Gates não respondeu de imediato às perguntas da AFP.
No fim de fevereiro, Gates disse aos membros de uma junta de sua fundação que os vínculos com Epstein foram um "erro enorme", embora tenha negado qualquer envolvimento nas atividades criminosas do financista, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
"Não fiz nada ilegal. Não vi nada ilegal", disse Gates na ocasião, segundo uma gravação de seu depoimento ao qual o The Wall Street Journal teve acesso.
O bilionário admitiu que sua relação com Epstein começou em 2011, três anos depois de o financista se declarar culpado de incitação à prostituição de uma menor.
Um rascunho de e-mail, escrito por Epstein e publicado pelo Departamento de Justiça, menciona relações extraconjugais de Gates.
Na mensagem, que aparentemente não chegou a ser enviada, o criminoso sexual se vangloriava de ter ajudado "Bill" a conseguir medicamentos para "remediar as consequências de ter tido relações sexuais com garotas russas".
Gates admitiu à junta dois casos extraconjugais, mas negou qualquer relação com vítimas de Epstein.
L.Dubois--BTB