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Trump diz que EUA conduzirá navios para fora do Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira
Os Estados Unidos começarão, a partir de segunda-feira, a conduzir, através do Estreito de Ormuz, embarcações de outros países que estão bloqueadas nesta passagem marítima, anunciou o presidente Donald Trump neste domingo (3), ao mesmo tempo em que comemorou "conversas muito positivas" com o Irã.
"Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a estes países que conduziremos seus navios de maneira segura para fora destas vias navegáveis restritas, para que possam continuar com seus negócios de forma livre e eficaz", escreveu o mandatário em sua plataforma, Truth Social.
Até 29 de abril, 913 navios comerciais de todas as categorias estavam no Golfo, indicou a empresa especializada em rastreamento marítimo AXSMarine.
"Disse aos meus representantes que os informem de que faremos tudo o possível para tirar seus navios e suas tripulações do estreito. De qualquer forma, eles disseram que não voltarão à região enquanto ela não for segura para a navegação", acrescentou o mandatário.
O Irã mantém um rígido controle sobre o Estreito de Ormuz, crucial para o tráfego mundial de petróleo, desde que a guerra começou em 28 de fevereiro.
Sua ação estrangulou o fluxo de grandes volumes de petróleo, gás e fertilizantes para a economia mundial, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio de represália aos portos iranianos.
"Este processo, Projeto Liberdade, começará na segunda-feira de manhã, horário do Oriente Médio", acrescentou o republicano.
As declarações de Trump ocorrem no momento em que Washington e Teerã indicaram que estão discutindo um plano para resolver o conflito desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
"Estou plenamente ciente de que meus representantes estão tendo conversas muito positivas com o país do Irã, e de que estas conversas poderiam levar a algo muito positivo para todos", publicou Trump em sua plataforma, Truth Social.
No entanto, no sábado, o presidente dos Estados Unidos pôs em dúvida a possibilidade de aceitar o plano iraniano.
D.Schneider--BTB