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COI defende retorno dos atletas juniores russos e bielorrussos, com hinos nacionais e bandeiras
O Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou o retorno de atletas russos e bielorrussos às competições juvenis, incluindo esportes coletivos, com seus hinos e bandeiras nacionais, embora tenha mantido as restrições para os eventos reunindo esportistas profissionais.
Essa proposta, decidida na quarta-feira pelo conselho executivo do COI, mas não anunciada publicamente na ocasião, foi aprovada nesta quinta-feira (11) por representantes das federações internacionais, que, no entanto, alertaram que sua implementação "levará tempo", segundo um comunicado da organização.
A decisão foi tomada por esses delegados, assim como por representantes dos comitês olímpicos nacionais, atletas e organizações antidoping, que estão reunidos em Lausanne, na Suíça, para a 14ª Cúpula Olímpica.
As partes "reconheceram que os atletas, e em particular os jovens, não devem ser responsabilizados pelas ações de seus governos", explicou o COI.
"O esporte é uma fonte de esperança para eles e um meio de mostrar que todos os atletas podem seguir as mesmas regras e respeitar uns aos outros", acrescentou.
Os participantes da cúpula olímpica, no entanto, mantiveram as condições impostas aos atletas profissionais russos e bielorrussos.
Esses atletas só podem participar de competições internacionais sob bandeira neutra, como indivíduos, e desde que não tenham apoiado publicamente a guerra na Ucrânia e não sejam empregados pelas forças armadas ou serviços de segurança de seus países.
- Tentativa da Uefa em 2023 -
Da mesma forma, os dirigentes de ambas as nações continuam proibidos de participar de competições internacionais, tanto nas equipes juvenis quanto nas principais. Além disso, nenhum evento internacional deve ser organizado na Rússia. Essas sanções estão em vigor sem interrupção desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
"Agradecemos ao Conselho Executivo do COI por suas medidas progressivas e consistentes para restaurar os princípios fundamentais da Carta Olímpica", disse o Ministro do Esporte russo, Mikhail Degtyarev, no Telegram.
Degtyarev prometeu continuar "trabalhando para a plena restauração dos direitos de todos" os atletas russos.
Realizada a portas fechadas todos os meses de dezembro, a Cúpula Olímpica envia sinais comuns a todo o movimento olímpico, muitas vezes antecipando decisões posteriormente tomadas pelo COI ou pelas federações internacionais.
A cúpula do final de 2022 havia anunciado o retorno gradual dos russos às competições, após meses de exclusão total.
No início de 2023, a Uefa tentou reintegrar as seleções juvenis russas às competições de futebol europeias, sem bandeira, hino ou uniformes oficiais, a fim de evitar "punir" os jovens por "ações cuja responsabilidade recai exclusivamente sobre os adultos".
No entanto, o organismo responsável pelo futebol europeu teve que recuar diante das ameaças de boicote emitidas pela Ucrânia e também pelas federações de futebol de Inglaterra, Polônia, Letônia, Lituânia, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Noruega e Romênia.
R.Adler--BTB