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EUA acusa 26 pessoas em novo escândalo de apostas no basquete
Um total de 26 pessoas foram acusadas de manipular resultados de jogos de basquete universitário nos Estados Unidos e de uma liga profissional na China, em um suposto esquema criminoso transnacional, informaram procuradores federais dos EUA na quinta-feira (15).
A denúncia, apresentada na Filadélfia, inclui acusações de suborno e abrange quase 30 jogos nos quais grandes apostas teriam sido feitas sobre os resultados depois que jogadores foram pagos para terem um desempenho abaixo de seu nível.
"Denunciamos uma ampla conspiração criminosa internacional de... jogadores, ex-jogadores e apostadores profissionais que manipularam jogos em todo o país e envenenaram o espírito competitivo americano para obter benefício econômico", disse o procurador federal David Metcalf em entrevista coletiva.
Este escândalo está mais uma vez abalando o mundo dos esportes americanos, depois que duas extensas investigações federais levaram à prisão de um técnico e um jogador da NBA no final do ano passado.
A acusação revelada na quinta-feira aponta para uma rede ilegal de apostas esportivas que teve origem na China por volta de setembro de 2022.
O ex-jogador da NBA Antonio Blakeney, cujo nome é citado, mas não foi incluído na última lista e acusados, teria sido recrutado pelos conspiradores para influenciar os resultados de jogos da liga chinesa de basquete, onde jogava pelo time Jiangsu Dragons.
Blakeney, de 29 anos, jogou duas temporadas no Chicago Bulls entre 2017 e 2019.
Segundo a acusação, um pacote com cerca de US$ 200 mil (pouco mais de R$ 1 milhão na cotação atual) em dinheiro teria sido deixado em um depósito pertencente ao jogador de basquete americano no estado da Flórida, ao final da temporada 2022-23 da liga chinesa.
"Como se mostrou lucrativo, eles decidiram transferir suas operações para os Estados Unidos, para o mundo do basquete masculino da Divisão I da NCAA", disse Metcalf, referindo-se à popular liga universitária americana.
- Jogos universitários -
Nos Estados Unidos, os réus teriam oferecido subornos de até US$ 30 mil (R$ 160 mil) por jogo a mais de 39 jogadores universitários e feito apostas que totalizaram milhões de dólares.
Mais de uma dúzia dos réus jogaram basquete universitário nos últimos três anos.
Caso sejam considerados culpados das acusações de suborno, os réus podem ser condenados a penas de até cinco anos de prisão.
Nos últimos anos, as principais ligas esportivas dos Estados Unidos se envolveram na promoção do lucrativo negócio das apostas esportivas, que até 2018 era ilegal na maioria dos estados do país.
Em outubro, a NBA foi abalada pela prisão de Chauncey Billups, ex-astro da liga como jogador e depois como técnico do Portland Trail Blazers, e de Terry Rozier, jogador do Miami Heat, após uma ampla investigação.
Rozier foi ligado a um esquema de apostas que, segundo os promotores, fornecia informações privilegiadas sobre lesões e desfalques em jogos a apostadores entre 2022 e 2024.
Billups, por sua vez, foi preso por seu suposto envolvimento em jogos de pôquer ilegais e manipulados que, segundo a acusação, estavam ligados a famílias da máfia.
O.Krause--BTB