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Alisson considera positivo Seleção gerar dúvidas antes da Copa
O goleiro Alisson encarou como positivo o fato de o Brasil suscitar "algumas dúvidas" antes de sua estreia na Copa do Mundo de 2026, no sábado (13), observando que elencos anteriores da seleção brasileira enfrentaram situações semelhantes e acabaram conquistando o título mundial.
A equipe comandada por Carlo Ancelotti, que fará sua estreia como técnico em Mundiais contra o Marrocos, enfrenta críticas devido ao desempenho irregular, a um jejum de títulos que remonta a 2002 e à percepção de que a geração atual carece do talento das anteriores.
"É bom que a Seleção chegue um pouco questionada porque foi assim em outros momentos também. A equipe de hoje tem caraterísticas diferentes de seleções de outras épocas", disse o goleiro do Liverpool nesta quinta-feira (11), em entrevista coletiva em Basking Ridge, Nova Jersey, onde a seleção canarinho está hospedada.
"O mais importante é como chegamos agora e como nos sentimos agora, nos sentimos confiantes por causa dos treinamentos, do trabalho, da qualidade, por aquilo que estamos nos tornando como equipe e a gente espera que todas essas coisas deem resultado já a partir desse primeiro jogo contra o Marrocos", acrescentou.
Antes de cada Copa do Mundo, o Brasil costuma relembrar as equipes que conquistaram os títulos de 1994 e 2002, elencos que, assim como o atual, enfrentaram um caminho tortuoso durante as Eliminatórias Sul-Americanas.
"Todos os períodos tiveram suas caraterísticas. É inegável que esse último foi muito difícil para todos os jogadores. Sentimos na pele todas as dificuldades que tivemos", afirmou Alisson, de 33 anos, que disputará sua terceira Copa do Mundo.
- "Presença forte" de Ancelotti -
A Seleção Brasileira terminou em quinto lugar entre dez equipes nas últimas Eliminatórias, sua pior colocação desde a adoção do formato atual (para o Mundial de 1998, na França).
A equipe também sofreu derrotas dolorosas, incluindo uma por 1 a 0 diante da Argentina no Maracanã, em 2023, que encerrou sua invencibilidade histórica em casa em Eliminatórias.
"Mas o mais importante é o momento que nos encontramos agora. Com a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele é um cara que carrega presença muito forte e nos dá tranquilidade de um ambiente focado no trabalho e sem estar focado em polêmicas e outras questões", acrescentou o goleiro.
Alisson deve ser titular sob o comando de 'Carletto', que conduziu a Seleção ao torneio na América do Norte, na estreia contra o Marrocos, atual campeão africano e semifinalista da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
- Melhorar a defesa -
O Brasil provavelmente iniciará a busca pelo hexacampeonato sem Neymar, que ainda não treinou com os companheiros nos Estados Unidos devido a uma lesão na panturrilha direita.
Uma das tarefas tem pela frente antes da estreia é melhorar a defesa, que sofreu seis gols nos quatro amistosos disputados como preparação para o torneio na América do Norte.
"Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol. A gente está tentando criar essa mentalidade aqui", disse Alisson.
Na América do Norte, o goleiro dos 'Reds' disputará sua terceira Copa do Mundo, igualando assim o número de participações dos lendários goleiros brasileiros Taffarel (1990, 1994 e 1998) e Gilmar (1958, 1962 e 1966).
Eu me sinto honrado de fazer parte desse grupo seleto, de goleiros que disputam a terceira Copa, mas eu quero entrar para o grupo dos campeões gravando meu nome na história da seleção brasileira junto com os outros 25 convocados", afirmou.
C.Kovalenko--BTB