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Egito vence Nova Zelândia (3-1) com brilho de Salah e fica perto dos 16-avos da Copa
Com um gol que selou a virada e uma assistência, Mohamed Salah assumiu o protagonismo para conduzir o Egito a uma vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia neste domingo (21), em Vancouver, no Canadá, deixando sua seleção à beira da classificação para os 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026.
Essa foi a primeira vitória do Egito em Mundiais e além de fazer história, os 'Faraós' assumiram a liderança isolada do equilibrado Grupo G, com quatro pontos, seguidos por Bélgica e Irã — que haviam empatado em 0 a 0 mais cedo — com dois pontos cada. A Nova Zelândia é a lanterna, com um ponto.
Na meia-noite de sexta-feira para sábado (horário de Brasília), pela terceira e última rodada, o Egito vai enfrentar o Irã em Seattle, enquanto a Nova Zelândia jogará contra a Bélgica em Vancouver.
Dessa forma, um empate bastará para que os 'Faraós' avancem à segunda fase da Copa do Mundo. E mesmo em caso de derrota para os iranianos, eles ainda poderiam terminar em segundo lugar no grupo ou se classificar como um dos melhores terceiros colocados.
Isso ressalta a importância da vitória crucial deste domingo, na qual Salah desempenhou um papel decisivo.
De fato, a seleção da terra das Pirâmides participou anteriormente dos torneios de 1934 (Itália), 1990 (Itália) e 2018 (Rússia), sem conseguir avançar além da primeira fase ou conquistar sequer uma vitória em qualquer um deles.
- Triunfo histórico -
"Nos próximos anos, lembraremos que esta foi uma das grandes conquistas da história", disse Salah.
O astro do Liverpool, ainda sem clube definido para a próxima temporada, já que seu contrato com os 'Reds' está prestes a expirar, marcou o segundo gol dos 'Faraós' na segunda etapa (67') e deu a assistência para o terceiro, de Trézéguet (82').
Trézéguet entrou em campo apenas seis minutos antes do gol, substituindo o outro astro do ataque egípcio na Premier League, Omar Marmoush, que, apesar da sua mobilidade, não conseguiu se destacar contra a defesa neozelandesa. Não foi necessário. Salah estava presente.
O capitão assumiu a responsabilidade e liderou o Egito na virada de uma partida em que os 'Kiwis' haviam aberto o placar aos 15 minutos com um gol de Surman, após uma assistência de Tim Payne, fenômeno das redes sociais.
O Egito havia empatado na segunda etapa (59') com Mostafa Zico, oito minutos antes do momento de Salah brilhar com um gol com sua assinatura: uma finalização precisa e colocada, com a parte interna do pé esquerdo, de dentro da área.
Dois minutos após cobrar o escanteio que originou o gol da vitória do Egito, Salah foi substituído e o estádio BC Place, em Vancouver, o aplaudiu de pé.
Ele elogiou a grande presença de torcedores egípcios nas arquibancadas, afirmando: "É como se estivéssemos jogando no Egito. É uma grande vitória e uma atmosfera incrível".
Escalações:
Nova Zelândia: Max Crocombe - Tim Payne (Tyler Bindon, 85'), Finn Surman, Michael Boxall, Liberato Cacace (Jesse Randall, 76') - Sarpreet Singh (Ryan Thomas, 76'), Callum McCowatt (Ben Old, 66'), Joe Bell - Marko Stamenic, Elijah Just (Francis De Vries, 85'), Chris Woods. Técnico: Darren Bazeley.
Egito: Mostafa Shobeir - Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Hamdy Fathy (Ramy Rabia, 41'), Ahmed Aboul Fetouh - Mostafa Zico (Hamza Abdel Karim, 76'), Marwan Attia - Mohamed Salah (Hossam Abdulmajeed, 84'), Mohanad Lasheen, Emam Ashour (Ahmed Sayed, 85') - Omar Marmoush (Trézéguet, 76'). Técnico: Hossam Hassan.
R.Adler--BTB