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Já classificada em 1º lugar do Grupo D, seleção dos EUA relaxa em 'oásis' californiano
Após as vitórias sobre Paraguai e Austrália em seus dois primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026, um bom ambiente reina no 'oásis' da seleção dos Estados Unidos na Califórnia.
Enquanto o goleiro Matt Freese cumpria seus compromissos com a imprensa nesta terça-feira (23), um rosto conhecido chamou a atenção em meio à multidão de jornalistas e câmeras. Era Weston McKennie.
"É difícil manter o foco em vocês!", disse Freese, sorrindo, enquanto o meia fazia de tudo para distrair seu companheiro de equipe.
"Ele também foi nosso motorista: trouxe a gente até aqui num carrinho de golfe", explicou Freese.
É apenas uma pequena história, mas ilustra a alegria compartilhada pelos jogadores comandados pelo técnico Mauricio Pochettino após duas vitórias iniciais que conquistaram uma nação muitas vezes cética em relação ao futebol.
O cenário é perfeito para relaxar. Um hotel de luxo à beira-mar no sul da Califórnia foi totalmente ocupado pela seleção dos EUA, oferecendo aos jogadores tranquilidade e privacidade em meio à pressão de representar um dos anfitriões do torneio.
O goleiro Matt Turner descreveu o resort como "nosso pequeno oásis", enquanto o meia Gio Reyna admitiu se sentir "um pouco mimado".
"Acordamos de manhã e alguns querem surfar, outros querem pescar e alguns querem fazer compras", explicou Folarin Balogun.
"Há tantas coisas para fazer aqui, e eu só experimentei uma fração delas", contou o atacante, nascido nos EUA mas criado na Inglaterra, que raramente passou mais do que algumas semanas consecutivas no país.
- Contraste com Copa do Catar -
A aparente calma e o bom astral no elenco contrastam fortemente com os acontecimentos no Catar, há quatro anos, quando Reyna quase foi mandado de volta para casa após um desentendimento com o então técnico Gregg Berhalter a respeito de sua postura nos treinos.
A discussão escalou a ponto de envolver a família de Reyna, incluindo uma acusação de agressão que levou o treinador a ser investigado pelas autoridades do futebol dos EUA, embora ele tenha sido posteriormente inocentado.
Desta vez, no entanto, nem tudo tem sido tranquilo. O atacante Christian Pulisic sofreu uma pancada durante um treino sofrendo uma lesão que se agravou na vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai, na estreia, e não joga desde então.
O capitão Tim Ream disse à AFP que houve "alguns momentos de tensão entre nós" durante as intensas sessões de treinamento comandadas pelo técnico Pochettino.
- Recuperar as energias -
Balogun não quis revelar quais jogadores andam se aventurando no surfe, um esporte que pode ser perigoso devido às ondas gigantescas da costa do Pacífico na Califórnia.
No entanto, a variedade de atividades é grande — incluindo alguns passatempos tipicamente americanos — e visa manter os jogadores ocupados durante os longos intervalos entre as partidas desta Copa do Mundo ampliada, que conta com 48 seleções e dura 39 dias.
Pulisic mencionou que começou a preparar 's'mores', um doce feito de marshmallow e chocolate que, para os americanos, evoca uma sensação de nostalgia e aconchego.
Reyna falou sobre dar um mergulho no mar após os treinos "para recuperar as energias e pegar um pouco de sol" na praia.
Para Freese, tudo isso promove a união entre os jogadores enquanto buscam alcançar algo especial nesta Copa do Mundo disputada em casa, já que a seleção americana não chega às quartas de final desde 2002.
"Voltamos para o nosso hotel, que é bem reservado e isolado. Ficamos só nós lá, então podemos realmente ser nós mesmos, criar laços e nos tornar um grupo unido fora de campo", resumiu o goleiro.
Com a liderança do Grupo D garantida, os americanos já sabem onde serão disputadas as suas três possíveis partidas seguintes na fase de mata-mata, e todas elas ocorrerão na Costa Oeste: São Francisco, Seattle e Los Angeles. Perto do "oásis".
C.Meier--BTB