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Sinner aposta em 'pequenas mudanças' para Wimbledon, após tropeço em Roland Garros
O tenista italiano Jannik Sinner, número 1 do mundo, afirmou neste sábado (27) que fez "pequenas mudanças" em sua rotina de treinos visando o torneio de Wimbledon, depois da surpreendente eliminação na segunda rodada de Roland Garros, em maio, devido a problemas físicos.
"Fizemos algumas mudanças. Não grandes mudanças. Sempre acreditei nos pequenos detalhes e nos pequenos ajustes", afirmou o atual campeão de Wimbledon, que vai estrear no Grand Slam londrino na segunda-feira contra o sérvio Miomir Kecmanovic (N.51).
O italiano de 24 anos sofreu uma inesperada eliminação em Paris quando vencia por 2 sets a 0 o argentino Juan Manuel Cerúndolo, que acabou virando a partida.
"Não veremos aqui [em Wimbledon] o resultado" dessas mudanças, advertiu Sinner. "É um processo que leva tempo, não existe mágica, mas estamos fazendo todo o possível", explicou o vencedor de quatro Grand Slams.
Sinner foi campeão em Wimbledon no ano passado ao derrotar o espanhol Carlos Alcaraz na final.
Além disso, venceu duas vezes o Aberto da Austrália (2024 e 2025) e uma vez o US Open (2024).
A ausência de Alcaraz, campeão em Londres em 2023 e 2024 e finalista em 2025, mantém Sinner como grande favorito ao título este ano.
"Estou muito satisfeito com o trabalho feito nas últimas duas semanas e meia. Sinto que estou preparado", acrescentou o italiano, que não disputou nenhum torneio de preparação na grama.
Sinner lembrou que sua eliminação prematura no ATP 500 de Halle, na Alemanha, em 2025, não o impediu de conquistar seu primeiro título de Wimbledon poucas semanas depois.
Após se sentir mal em Roland Garros, Sinner garantiu que os exames físicos aos quais foi submetido correram bem.
O número 1 do mundo limitou sua entrevista coletiva a cinco minutos em inglês e outros cinco em italiano.
Assim como em Paris, várias estrelas dos circuitos masculino e feminino planejam reduzir seus compromissos com a imprensa antes de Wimbledon para pressionar os organizadores dos Grand Slams, pois consideram que não recebem uma parcela suficiente da receita gerada pelos quatro torneios mais importantes do tênis mundial.
G.Schulte--BTB