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Com renovação à vista, Scaloni completará 100 jogos à frente da Argentina contra Cabo Verde
Campanha 100% na primeira fase, Lionel Messi brilhando e um caminho promissor no mata-mata. A Argentina vive um grande momento na Copa do Mundo de 2026 e quer garantir a continuidade do projeto de Lionel Scaloni, que completará 100 jogos à frente da 'Albiceleste' contra Cabo Verde nos 16-avos de final.
O treinador de 48 anos foi o arquiteto inesperado de um ciclo de ouro da seleção argentina.
Ele assumiu o cargo interinamente em setembro de 2018, sem experiência como técnico, e já conquistou dois títulos da Copa América (2021 e 2024), um da Finalíssima (2022) e o mais importante de todos, a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Quando Messi ergueu o troféu no Estádio Lusail, em Doha, a Argentina encerrou uma espera de 36 anos, desde a consagração de Diego Maradona em 1986, no México, evento que completa 40 anos nesta segunda-feira (29).
Curiosamente, o próprio Maradona expressou ceticismo em torno da nomeação de Scaloni como técnico em 2018.
"É um grande cara, mas não conseguiria nem controlar o trânsito", disse 'El Diez', que na época preferia o retorno de Gerardo Martino.
Ex-lateral de Deportivo La Coruña e Lazio, entre outros clubes, Scaloni disputou a Copa do Mundo de 2006 como jogador ao lado de um jovem Messi. Em 2018, no Mundial da Rússia, trabalhou como auxiliar de Jorge Sampaoli, com a Argentina que foi eliminada nas oitavas de final pela França, posteriormente campeã.
O que deveria ser um período interino de seis meses evoluiu para a chamada 'Scaloneta', a seleção mais bem-sucedida do planeta nos últimos anos.
Em seus 99 jogos no comando da 'Albiceleste', seu retrospecto é de 72 vitórias, 18 empates e nove derrotas. Nesse período, registrou uma invencibilidade de 36 partidas entre julho de 2019 e novembro de 2022.
- "Nunca imaginei" -
Scaloni completará 100 jogos na próxima sexta-feira, em Miami, no duelo de 16-avos de final da Copa do Mundo contra Cabo Verde.
Na semana passada, ele admitiu que não esperava alcançar essa marca e que, focado na busca pelo segundo título mundial consecutivo, ainda não está pensando em como sua passagem na 'Albiceleste' será lembrada.
"Não parei para pensar nisso, na verdade", afirmou. "Não é que eu esteja preocupado com o que possam dizer, o que importa para mim é que as pessoas se identificassem com a proposta da equipe, com a sensação de que éramos um time que realmente as representava, e nada mais. Só isso já bastaria".
"A verdade é que nunca imaginei chegar aos 100 jogos na minha vida", admitiu. "São muitos, ainda mais com esta camisa. Será um momento muito especial quando acontecer".
Humilde, tranquilo e respeitoso em relação à identidade futebolística e cultural da Argentina, Scaloni forjou um grupo extremamente unido em torno de Messi, reverência indiscutível.
O equilíbrio tático e emocional desenhado por Scaloni permitiu que 'La Pulga' alcançasse suas conquistas tão esperadas pela seleção.
Artilheiro desta edição do Mundial com seis gols, o astro de 39 anos marcou 58 gols em 74 jogos sob o comando de Scaloni (média de 0,78), em comparação com 65 gols em 128 jogos anteriores (0,51).
A Associação do Futebol Argentino (AFA) está tão satisfeita com o trabalho de Scaloni que, segundo a imprensa local, já iniciou negociações para renovar por cinco anos o contrato que vence em 31 de dezembro.
O técnico, que em novembro de 2023, após a vitória sobre o Brasil no Maracanã pelas Eliminatórias Sul-Americanas, sugeriu que poderia deixar o cargo, se mostrou disposto no mês passado a continuar à frente da seleção, embora isso não fosse sua prioridade.
"Agora, o importante é focar na Copa do Mundo (...) Não é uma questão urgente para mim, e acho que também não é para a AFA", disse Scaloni à Rádio La Red. Mas, "se todos concordarmos e as coisas derem certo, não acho que haverá problemas".
M.Furrer--BTB