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Campeões mundiais desfilam pelas ruas de Madri diante de 2 milhões de torcedores
Os jogadores da seleção espanhola, recém-coroados campeões mundiais após derrotarem a Argentina na final no domingo, desfilaram nesta segunda-feira (20) pelas ruas de Madri, lotadas com dois milhões de torcedores.
"Eles merecem que estejamos aqui apoiando-os também, e que retribuamos um pouco do carinho que demonstram durante as partidas e da força que dedicam ao jogo", disse à AFP Pablo Perello, um bancário de 33 anos que foi ver "os jogadores de perto".
Após serem recebidos pelo Rei Felipe VI e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, os campeões percorreram as avenidas de Madri em dois ônibus abertos, em meio a uma multidão que agitava bandeiras da Espanha e vestia camisas da seleção.
Alguns jogadores ficaram sem camisa devido ao calor intenso que tomava conta de Madri, enquanto outros, como as estrelas Lamine Yamal e Nico Williams, usavam regatas ao acenar para o público.
Dois milhões de pessoas foram às ruas para ver e saudar os jogadores, segundo estimativas da Delegação do Governo em Madri.
O desfile dos jogadores culminou na Praça de Cibeles, onde ocorreu uma cerimônia de homenagem em meio a um clima eletrizante.
Os jogadores foram chamados ao palco, um por um, vestindo camisetas onde se lia "Campeões 2026", enquanto a multidão ia ao delírio.
"Conquistamos a Copa do Mundo! E quantas Copas do Mundo temos? Duas!", exclamou o capitão da equipe e destaque do torneio, Rodri Hernández.
"Obrigado, Espanha, por nos apoiar, por estar aqui e por compartilhar tão de perto o nosso sucesso, que também é de vocês", disse o técnico Luis de la Fuente, que, assim como havia feito dois anos antes, durante as comemorações da Eurocopa, cantou uma música de Julio Iglesias no palco.
Foi um dos pontos altos musicais de uma noite que contou com apresentações de Ana Mena, Lola Índigo, Arde Bogotá e Aitana, esta última interpretando seu sucesso 'Superestrella', enquanto a cantora colombiana Shakira, vestindo a camisa da Espanha, enviou uma mensagem por vídeo.
"Dizem que sou o amuleto da sorte da Espanha, mas é a Espanha que traz sorte para mim. Temos um vínculo inquebrável", disse a cantora colombiana, que no domingo havia apresentado seu sucesso onipresente 'Dai, Dai' no show do intervalo da final.
- Alegria e delírio -
Ferran Torres, que marcou o único gol da final, não fez um discurso no palco, mas sim durante a recepção no Palácio de Moncloa, sede do governo espanhol.
"Estou muito feliz em ver a empolgação das crianças (...) e em participar do desfile da vitória e celebrar com todos os espanhóis".
"Quando vocês venceram, fizeram isso por toda a Espanha", disse o Rei Felipe VI a eles no Palácio da Zarzuela, onde chegaram com o troféu logo após desembarcarem em Madri vindos dos Estados Unidos.
O desfile do ônibus com os jogadores provocou cenas de alegria intensa e delírio, acompanhadas por uma sinfonia de buzinas, gritos de felicidade e milhares de bandeiras amarelas e vermelhas agitadas com orgulho.
Muitas pessoas acenavam de suas varandas, enquanto milhares esperaram pacientemente nas ruas por horas sob o intenso calor do verão.
"Estou tão contente com a segunda estrela" conquistada pela Espanha, "muito feliz", declarou Héctor Mollar, um estudante de 14 anos que disse ter conseguido vislumbrar Ferran, Lamine e Mikel Merino enquanto o desfile passava.
Vivenciar um dia como hoje é "muito diferente" de apenas ouvir falar dele, observou Héctor, referindo-se ao título da 'Roja' de 2010, do qual só conhece histórias contadas por seus familiares.
- Superioridade -
A equipe espanhola se manteve fiel ao seu estilo de jogo, mostrando superioridade a partir da posse de bola e com uma defesa sólida que não permitiu à Argentina um único chute a gol até que a 'Albiceleste' já estivesse atrás no placar.
Essa superioridade da Espanha no torneio ficou refletida nos prêmios: o capitão Rodri Hernández foi eleito o melhor jogador da competição; o zagueiro Pau Cubarsí (19 anos) recebeu o prêmio de melhor jovem e o goleiro Unai Simón ficou com a Luva de Ouro, ao sofrer apenas um gol em todo o torneio (nas quartas, contra a Bélgica).
Sem o capitão Lionel Messi e com outras ausências no elenco, parte da seleção argentina e de sua comissão técnica retorna a Buenos Aires em um voo com chegada prevista ao Aeroporto Internacional de Ezeiza por volta das 18h30, horário local (mesmop horário de Brasília).
"A dor é imensa, e esta ferida levará muito tempo para cicatrizar", escreveu Messi no Instagram. Aos 39 anos, ele disputou aquele que deve ter sido seu último jogo em Copas do Mundo.
O.Lorenz--BTB