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Conmebol expressa 'preocupação com ações unilaterais' da Fifa
A Conmebol elogiou nesta quinta-feira (6) a decisão da Fifa de retirar a proposta que permitia investimentos privados em suas competições, incluindo a Copa do Mundo, mas expressou preocupação com as "ações unilaterais" da entidade máxima do futebol.
Considerada próxima do presidente da Fifa, Gianni Infantino, a confederação sul-americana questionou, em comunicado, a condução do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE).
Sem mencionar Infantino diretamente, a Conmebol expressou, "de maneira unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo, nem aos mecanismos institucionais estabelecidos para tratar este tipo de situações".
A confederação presidida pelo paraguaio Alejandro Domínguez, que inicialmente adotou uma postura mais cautelosa em relação à FFE, criticou o impacto da iniciativa na imagem da Fifa e do futebol.
"Em questão de dias, o futebol passou de ocupar o centro das atenções devido à realização de um evento esportivo extraordinário (a Copa do Mundo de 2026) ao debate público de questões relacionadas à sua governança", escreveu a Conmebol em sua nota.
A entidade destacou que o "marco institucional constitui uma garantia para todos" e pediu que a prioridade seja "o diálogo, o respeito às regras e o intercâmbio construtivo".
"Quando esses princípios são deixados de lado, o futebol perde e todos nós perdemos. O futebol é de todos", acrescentou.
A Conmebol foi a primeira confederação a anunciar seu apoio à reeleição de Infantino, único candidato para a eleição a ser realizada em março de 2027.
A entidade sul-americana conta com o apoio do presidente para sua proposta de ampliar a Copa do Mundo de 2030 de 48 para 64 seleções.
Infantino enfrenta uma pressão incomum após a revelação, na semana passada, de sua proposta de abrir portas para capital privado nas atividades comerciais e esportivas da Fifa.
A possibilidade de incorporar investidores privados provocou uma oposição rápida e generalizada a Infantino.
A poderosa Uefa, que reúne 55 federações europeias, lidera a oposição ao dirigente e anunciou nesta quinta-feira que mantém seu boicote às competições da Fifa.
M.Ouellet--BTB