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Presidente de honra do Bayern diz que disfunção neurológica de Musiala é um "drama"
O problema neurológico que afeta o atacante Jamal Musiala, do Bayern de Munique, que o levou a desmaiar duas vezes durante a pré-temporada, é um "drama", disse Uli Hoeness, presidente de honra do clube bávaro.
Musiala, de 23 anos, sofreu dois desmaios em menos de três dias, o primeiro em Munique, contra o RB Leipzig, e depois na terça-feira, na visita ao Heidenheim, durante amistosos de preparação para a temporada 2026/2027.
Na terça-feira, o jogador da seleção alemã explicou em sua conta no Instagram que esses "breves episódios de ausência, temporários e facilmente tratáveis" se devem a uma "disfunção neurológica" e especificou que não há "riscos adicionais à saúde".
"Já estávamos cientes do problema há muito tempo", explicou Hoeness em entrevista à emissora RTL. O presidente de honra do Bayern afirmou que, segundo os neurologistas que acompanham Musiala, não há contraindicações para a prática de esportes de alto nível.
"No último fim de semana, durante o primeiro incidente, coordenamos rapidamente e foi decidido que haverá um apoio incondicional a Jamal em todos os níveis. Sei que agora ele está novamente sob acompanhamento médico", disse o dirigente.
"É um drama, especialmente para o Jamal. Esses dois incidentes, no sábado e ontem, são um problema, antes de tudo, para o Jamal, mas também para o Bayern a médio prazo. Estamos sem palavras, não estávamos preparados para isso. Temos de aprender a lidar com a situação", acrescentou.
- Kane mostra "apoio 100%" -
O inglês Harry Kane, parceiro de ataque de Musiala, demonstrou apoio ao jogador durante a entrega da Chuteira de Ouro europeia de 2026.
"Obviamente, não é agradável ver algo assim. Ele é nosso amigo, nosso companheiro de equipe e isso é frustrante", reagiu Kane na zona mista.
Musiala "só quer se sentir seguro em campo e voltar ao normal o mais rápido possível. Isso significa estar ao lado dele, conversar com ele. Nós o apoiamos 100%", acrescentou o artilheiro inglês.
Para a neurologista Maria Ilyas Feldmann, da Clínica Universitária Ruppin Brandenburg, "não é possível fazer um diagnóstico com base nas informações que foram divulgadas", disse ela à agência de notícias alemã SID, filial da AFP.
"O termo 'disfunção neurológica' é muito vago e pode abranger causas muito diferentes. Mesmo que se tratasse de um caso de epilepsia, isso não significa que a prática de esportes de alto nível deva ser descartada", acrescentou Feldmann.
Trata-se de uma "condição neurológica comum e, em muitos casos, muito tratável", explicou a especialista.
Segundo ela, "quase dois terços dos pacientes podem viver sem convulsões com o tratamento médico adequado. Em princípio, é possível jogar futebol profissional mesmo com epilepsia".
W.Lapointe--BTB