-
FMI está disposto a atuar nas consequências do El Niño
-
Falhas de segurança pesam sobre Netanyahu em reta final de campanha em Israel
-
Habitantes demonstram pouca preocupação com peste na cidade russa de Irkutsk
-
Nobel de Física Francis Halzen foi um pioneiro no uso da IA
-
Gana apresentará solicitação para aderir ao Brics
-
Nobel de Química premia descoberta fundamental para fabricar medicamentos
-
Cerca de vinte mortos na Ucrânia após bombardeios russos
-
EUA proíbe álcool e decreta toque de recolher para soldados no Japão após assassinato
-
Nobel de Química premia processo que facilita fabricação de fármacos
-
OMS alerta contra tratamentos para obesidade em menores de 10 anos
-
EUA cobra da Rússia mais informações sobre suspeita de peste
-
Diretora do FMI alerta para desigualdades induzidas pela IA e pede cooperação
-
França suspende o uso de granadas de efeito moral em protestos estudantis
-
Israel relembra as vítimas de 7 de outubro antes das eleições
-
"Não haverá nada igual em campo", diz Scaloni sobre Messi
-
"Foi um orgulho muito grande para mim defender esta camisa", diz Messi
-
Os grandes momentos de Messi pela seleção da Argentina
-
Messi se despede da Argentina com duas assistências e um gol na vitória sobre o Benin
-
Atriz Eva Marie Saint morre aos 102 anos nos EUA
-
Esquerda se agarra à esperança de virada de Lula
-
Trump diz que vai conversar com Putin, após suspeita de peste
-
Detenta que sobreviveu a execução fracassada nos EUA está consciente, dizem advogados
-
Trump não reembolsará aos contribuintes o dinheiro usado em anúncios de TV
-
Espanha vence Croácia com dois gols de Merino e vai às quartas da Liga das Nações
-
Kane comanda vitória da Inglaterra sobre República Tcheca na Liga das Nações
-
Oligarca russo diz que Trump Jr. devolveu dinheiro de gastos com seu casamento luxuoso
-
Paramount conclui compra da Warner Bros Discovery, dando origem à Skydance
-
Louis Vuitton encerra Semana de Moda de Paris com viagem ao futuro
-
CR7 pede desculpas por seu comportamento e abre as portas para retorno a Portugal
-
Messi faz último jogo pela Argentina em 'festa de agradecimento'
-
Emmy, o Oscar da televisão, migra para o streaming
-
Universidade de Cornell nomeia ex-vice-procuradora para revisar caso de estupro coletivo
-
Mais de duas mil pessoas protestam em Atenas contra visita de Marco Rubio
-
Tráfico, corrupção e pressão dos EUA: pontos-chave da prisão do procurador-geral na Bolívia
-
Uruguai goleia Índia em seu último amistoso nesta data Fifa
-
Uso de IA em trabalhos acadêmicos provoca debate nas universidades dos EUA
-
Líder independentista catalão Carles Puigdemont já pode retornar à Espanha
-
Israel derruba edifício em Jerusalém Oriental onde viviam dezenas de palestinos
-
Jannik Sinner, número 1 do tênis, encerra temporada devido a lesão no joelho
-
Alcaraz é campeão do ATP 500 de Tóquio, seu primeiro título após lesão no punho
-
Prefeito opositor voltará para a prisão após ser operado em hospital no Equador
-
Colonos israelenses agridem fotógrafo da AFP na Cisjordânia
-
Paramount Skydance conclui compra da Warner Bros Discovery
-
Governo francês nega 'repressão policial' em protestos estudantis
-
Aos 39 anos, Djokovic conquista 102º título da carreira no ATP 500 de Pequim
-
Shakira e Piqué discutem em tribunal de Barcelona regime de visitas dos filhos
-
Crise ameaça um dos maiores símbolos do socialismo em Cuba
-
Startup francesa Mistral anuncia seu maior modelo de IA para desafiar gigantes mundiais
-
Ucrânia instala redes em pontes de Kiev após ataques de drones russos
Sequestros e extorsões, novas armas do terror no Equador
Eles não matam. Preferem cortar suas vítimas vivas em uma videochamada para que seus gritos convençam seus familiares a pagarem um resgate mais alto. Uma onda de sequestros e de extorsões aterroriza o Equador.
Por décadas, o país foi considerado um oásis de paz entre Colômbia e Peru, mas agora se parece cada vez mais com seus vizinhos assolados pela violência do tráfico de drogas.
Em março, a esposa de um comerciante em Guaiaquil recebeu imagens de sequestradores cortando os dedos da mão esquerda de seu marido, ameaçando cortar os demais se não pagasse 100 mil dólares (cerca de 507 mil reais na cotação da época).
Entre janeiro e maio, as denúncias por sequestros no país triplicaram, com 189 casos frente a 60 no mesmo período de 2022, embora especialistas indiquem uma subnotificação.
Com quase três mil habitantes, Guaiaquil se tornou um reduto desta violência que aumenta com carros-bomba, massacres em penitenciárias, cadáveres desmembrados e pendurados em pontes, e agora, sequestros.
- Mais que drogas -
Segundo a especialista em segurança Carla Álvarez, a possibilidade de que uma pessoa seja sequestrada, extorquida ou assassinada está cinco vezes maior no país.
Em Guaiaquil, epicentro da cocaína que sai para os Estados Unidos e a Europa, já foram registrados mais de 1.000 homicídios em 2023. Especialistas concordam, no entanto, em que nem todos os sequestradores são de grandes gangues de drogas, como Los Lobos e Tiguerones, vinculadas a cartéis mexicanos.
"Temos a impressão de que a violência e os sequestros estão relacionados ao narcotráfico, (mas) o fenômeno é mais complexo", afirma Luis Córdova, professor da Universidade Central.
A maioria dos sequestros e extorsões corresponde à criminalidade comum, de membros de gangues, assaltantes de ônibus e ladrões de baixo perfil.
"Por que uma gangue poderosa, aliada a um cartel da droga, se arriscaria a falar com os familiares de um sequestrado se pode traficar duas toneladas de droga", que é muito mais lucrativo, sustenta Córdova.
No Equador, com 18,3 milhões de habitantes, há mais de 13 organizações criminosas.
Em abril, o governo declarou o terrorismo como ameaça contra o Estado e militarizou as ruas para enfrentar o crime organizado.
Apesar de torturados, a maioria dos sequestrados sobrevive. Quando os matam, em geral, "trata-se de um ajuste de contas entre gangues criminosas", explicou o delegado regional da Unidade Antisequestros da Polícia (Unase), Óscar Salguero.
Os reféns permanecem por dias presos em banheiros, ou em casas em ruínas, até que algum familiar pague por sua liberdade, ou são resgatados pela força pública.
Segundo Salguero, neste ano, a Unase resgatou mais de 70 reféns, quase 60 a mais do que em 2022. Também aumentaram as extorsões a empresários e donos de estabelecimentos: cerca de 2.700 denúncias deste tipo foram registradas este ano.
Para Córdova, os mais afetados pelos sequestros e extorsões são as classes média e alta, que em sua maioria votaram por uma "mão de ferro" contra o crime organizado nas eleições gerais de agosto.
O clima de insegurança refletiu na impopularidade do governo direita de Guillermo Lasso, e sua decisão de dissolver o Congresso para avançar com eleições antecipadas, em meio a uma crise institucional.
E.Schubert--BTB