-
EUA ainda não decidiu se execução de condenado será transmitida ao vivo
-
Serie A encontra nas novas regras um antídoto para os empates sem gols
-
Fumaça de incêndios leva Manaus a fechar escolas
-
"Tenho total confiança no clube", diz técnico do City, Enzo Maresca
-
Ataques dos houthis contra aeroporto de Riade matam três sauditas
-
Lens vence por 2 a 1 e tira liderança do Lyon
-
Sanções dos EUA, uma "prova de resiliência" para o TPI
-
Borussia Dortmund cede empate no fim contra o Werder Bremen (2-2)
-
Terremoto de magnitude 7,7 provoca pânico e danos em prédios no Panamá
-
Mourinho diz que críticas a Mbappé são 'ridículas'
-
Flick confirma desfalque de Raphinha contra Getafe e Galatasaray
-
Aumenta pressão para que Pentágono não transmita execução ao vivo
-
Qinwen e Mertens completam semifinais do WTA 1000 de Pequim
-
Copiloto da Flydubai planejava atentado em Israel inspirado no 11 de Setembro
-
EUA anuncia sanções ao TPI após Nobel da Paz para Navi Pillay, ex-juíza do tribunal
-
Mike Ditka, lenda do futebol americano, morre aos 86 anos
-
Verstappen confirma seu retorno com pole para corrida sprint do GP de Singapura
-
Decisão do Pentágono de transmitir execução ao vivo gera indignação crescente
-
Secretário de Segurança Interna critica prefeito de Nova York por pedir extinção do ICE
-
Djokovic sente cansaço e é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Xangai
-
Seleção da Turquia demite técnico Vincenzo Montella
-
Federação Italiana de Futebol vai eleger seu presidente em 14 de dezembro
-
UE retira Panamá de sua lista de paraísos fiscais
-
Governo do Iêmen lança 'operação' para retomar território estratégico para os houthis
-
China aceita 'moderar' suas exportações de veículos híbridos para a UE, segundo comissário europeu
-
EUA lidera novas negociações de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia
-
Justiça argentina restabelece limites para a venda de terras a estrangeiros
-
Protestos estudantis geram cenas de caos em Bruxelas
-
Rubio insta opositores venezuelanos a participar da negociação com o governo
-
Trump cria painel para investigar governadora do Fed
-
EUA impõe sanções ao TPI após Nobel a sua ex-magistrada Pillay
-
Documentário retrata a vida privada de figura do Vale do Silício condenada por fraude
-
Preços do diesel e dos fertilizantes põem à prova apoio de agricultores dos EUA aos republicanos
-
China e União Europeia reforçam diálogo comercial e alcançam acordos sobre veículos híbridos
-
Ex-príncipe Andrew é indenizado em 300 mil libras por deixar residência de Windsor
-
Jair Bolsonaro buscará revanche caso seu filho assuma o poder
-
Partido de Machado pede a revogação 'imediata' da inabilitação política de sua líder na Venezuela
-
Pillay dedica seu Nobel da Paz aos 'sobreviventes de crimes internacionais'
-
EUA transmitirá ao vivo execução de condenado por ataque militar
-
Dois quadros de Renoir roubados de museu na França são encontrados
-
França prende mais de 5 mil menores em protestos estudantis
-
Irã descarta negociar com os EUA sob pressões e ameaças
-
Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz
-
Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para visitar Israel
-
ONU denuncia como 'tortura' a execução ao vivo anunciada nos EUA
-
Polícia de imigração fere a tiros dominicano em Nova York
-
Juíza sul-africana Navi Pillay ganha o Nobel da Paz
-
Trump descarta ataques contra o Irã antes das eleições nos EUA
-
Juíza sul-africana Navi Pillay ganha o Prêmio Nobel da Paz
-
Partido pede levantamento imediato da inabilitação de María Corina na Venezuela
Coreia do Norte afirma que soldado dos EUA desertou para fugir de abusos e racismo
A imprensa estatal da Coreia do Norte afirmou que o soldado Travis King "entrou ilegalmente" no país para fugir dos maus-tratos e da discriminação racial dentro do Exército americano", na primeira confirmação oficial de Pyongyang sobre o caso.
O soldado deveria retornar aos Estados Unidos em julho, mas fugiu do aeroporto, se aproximou de um grupo que visitava a zona desmilitarizada que divide a península e atravessou a fronteira para a Coreia do Norte.
King, 23 anos, deveria enfrentar medidas disciplinares nos Estados Unidos, depois de se envolver em uma briga em um bar, protagonizar um incidente com a polícia e passar um breve período detido na Coreia do Sul.
O governo dos Estados Unidos já havia informado que King atravessou a fronteira de forma intencional e sem autorização, mas até o momento Pyongyang não havia confirmado oficialmente a presença do militar.
"Travis King admitiu que entrou ilegalmente no território da RPDC", afirmou a agência estatal de notícias KCNA, utilizando a sigla do nome oficial do país, República Popular Democrática da Coreia.
"Durante a investigação, Travis King confessou que decidiu vir para a RPDC porque se ressentia dos maus-tratos e da discriminação racial dentro do Exército americano", acrescenta a nota.
King "chegou a ser mantido sob o controle de soldados do Exército Popular da Coreia", segundo a agência.
"Também expressou a vontade de buscar refúgio na RPDC ou em um terceiro país, dizendo que estava desiludido com a sociedade americana desigual", ressaltou a KCNA.
O governo dos Estados Unidos não tem nenhuma ligação diplomática formal com a Coreia do Norte e, desde que este país fechou as fronteiras no início da pandemia, muitas embaixadas com presença em Pyongyang retiraram seus diplomatas do país.
O Comando das Nações Unidas, que supervisiona o armistício que acabou com as hostilidades da guerra da Coreia (1950-1953), informou em julho que havia iniciado discussões com Pyongang sobre o caso.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que um contato havia sido estabelecido com os norte-coreanos, mas que não era possível saber a situação do soldado.
- Oportunidade de propaganda -
Soo Kim, ex-analista da CIA e diretora de práticas políticas de LMI Consulting, declarou à AFP que o anúncio norte-coreano sobre King é pura propaganda.
"A entrada de King na Coreia do Norte ofereceu ao regime de Kim Jong Un uma oportunidade em vários sentidos. A primeira delas é, certamente, a possibilidade de negociar com os Estados Unidos a libertação de King", disse.
Os norte-coreanos são "negociadores duros", o que significa que não será fácil para Washington conseguir a libertação, acrescentou a analista.
O país liderado por Kim Jong Un tem uma longa história de detenção de americanos para utilizá-los como moeda de troca em negociações bilaterais.
"Também é uma oportunidade para a propaganda do regime: aproveitar a situação para criticar os Estados Unidos e expressar a profunda hostilidade de Pyongyang em relação a Washington", acrescentou.
Pouco antes de confirmar a detenção de King, a agência KCNA acusou os Estados Unidos de "impor padrões de direitos humanos pouco éticos a outros países e de fomentar distúrbios e confusão interna".
Para Vladimir Tikhonov, professor de Estudos Coreanos na Universidade de Oslo, o fato de King ser negro tem um "certo valor de propaganda para os norte-coreanos".
"O racismo dos brancos e os maus-tratos aos negros é um ponto que a propaganda norte-coreana tende a enfatizar", disse à AFP.
A detenção acontece em um dos piores momentos nas relações entre as duas Coreias, com o Norte estimulando o desenvolvimento de armas nucleares e o Sul intensificando os exercícios militares com os Estados Unidos na região.
Os dois países permanecem tecnicamente em guerra, depois que o conflito dos anos 1950 terminou com um armistício, e não um tratado de paz.
A maior parte da fronteira é fortemente vigiada, mas na Área de Segurança Conjunta (JSA, sigla em inglês), a fronteira é demarcada apenas por uma divisão de concreto baixa, o que a torna relativamente fácil de atravessar, apesar da presença de soldados dos dois lados.
P.Anderson--BTB