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アレックス・ボディ、CRIFとともに透明性の高い投資と徹底した資金洗浄防止に注力
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Separatistas de Nagorno-Karabakh entregam armas ao Azerbaijão e negociam retirada de tropas
Os separatistas de Nagorno-Karabakh negociam com o Azerbaijão neste sábado (23) a retirada de suas tropas, após uma dura derrota militar para Baku, com objetivo de restabelecer a paz neste enclave de maioria armênia.
Após a rendição e um acordo de cessar-fogo na quarta-feira (20), diante da ofensiva militar relâmpago das forças de Baku, os separatistas armênios estão discutindo a retirada de suas tropas, enquanto entregam suas armas.
"Conforme os acordos para cessar as hostilidades, as formações armadas de Karabakh começaram a entregar suas armas e equipamento militar sob o controle das forças de paz russas", disse o Ministério da Defesa da Rússia na sexta-feira, especificando que já haviam sido entregues seis blindados e mais de 800 armas leves com munições.
As negociações entre as autoridades de Nagorno-Karabakh e o lado azerbaijano, que começaram na quinta-feira "sob os auspícios das forças de manutenção da paz russas", permitirão "organizar o processo de retirada das tropas e garantir o retorno às suas casas dos cidadãos deslocados pela agressão militar", segundo os separatistas.
Além disso, também está sendo discutido "o procedimento de entrada e saída dos cidadãos do enclave.
- Retiradas -
Milhares de civis vivem em situação de emergência humanitária nesta região separatista, cuja "capital" Stepanakert está cercada de soldados azerbaijanos, de acordo com autoridades locais.
Yana Avanessian, uma professora de Direito natural desta localidade, conta que a situação na capital está "horrível".
"Esperamos retiradas em breve, especialmente das pessoas, cujas casas foram destruídas", disse a mulher de 29 anos do posto de controle armênio na fronteira de Kornidzor.
Nesta região fronteiriça, grupos de pessoas esperam notícias de seus familiares, que foram bloqueados no enclave.
"Estou esperando há três dias e três noites. Estou dormindo no carro", diz Garik Zakarian, de 28 anos.
"Não tenho muita esperança (de ver os familiares), mas não podia fazer nada. Só de estar aqui, ver a base russa a um quilômetro de distância, já me faz sentir melhor", afirma ele.
Segundo um correspondente da AFP, Stepanakert está sem eletricidade e combustível. Seus habitantes também sofrem com a falta de alimentos e remédios.
O conselheiro do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, afirmou que Baku prometeu ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha que enviaria ajuda e cuidaria dos soldados separatistas feridos com ambulâncias autorizadas pela Armênia.
A incursão militar em Baku, que durou cerca de 24 horas, deixou pelo menos 200 mortos e 400 feridos, segundo separatistas armênios.
Nagorno-Karabakh já foi sacudida por duas guerras entre as antigas repúblicas soviéticas do Cáucaso, Azerbaijão e Armênia: uma, de 1988 a 1994, com 30.000 mortos; outra, no outono de 2020, com 6.500 mortos.
- Pashinyan sob pressão -
Criticado por sua passividade diante do Azerbaijão, o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, admitiu na sexta-feira que a situação continua "tensa" no enclave, onde persiste "a crise humanitária".
Mas "há esperança de uma dinâmica positiva", acrescentou o chefe do governo armênio, para quem o cessar-fogo está sendo "globalmente" respeitado.
Desde o início dos conflitos recentes, críticos ao premiê se manifestam todos os dias na capital Yerevan para protestar contra sua gestão de crise. De acordo com a polícia armênia, 98 manifestantes foram presos na sexta-feira.
Vários líderes da oposição chegaram a informar que pretendiam abrir um processo no Parlamento para destituí-lo do cargo.
O premiê pediu aos armênios, por sua vez, que tomem "o caminho" da paz, mesmo que não seja "fácil".
burx-bds/fio/es/zm/yr/tt
J.Fankhauser--BTB