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Exército israelense mata 18 palestinos na Cisjordânia
Dezoito palestinos morreram nesta quinta-feira (9) em confrontos com o Exército israelense em várias localidades da Cisjordânia ocupada, 14 deles em Jenin, segundo o novo balanço do Ministério da Saúde da Autoridade Palestina.
A incursão em Jenin, no norte do território palestino ocupado desde 1967, é a operação israelense mais letal na Cisjordânia desde 2005, segundo dados das Nações Unidas.
Segundo o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina, quatro palestinos morreram em outras localidades: um no campo de refugiados de Balata, perto de Nablus (norte), outro em um campo de refugiados perto de Ramallah, onde a Autoridade Palestina tem sede, outro em Dura e outro em Beit Fajar, perto de Hebron (sul).
Em Jenin, a organização Crescente Vermelho palestino informou que uma de suas paramédicas foi baleada nas costas.
À noite, o Exército israelense explicou que executou uma "ação antiterrorista no campo [de refugiados] de Jenin", durante a qual "morreram mais de dez terroristas" e "foram detidos mais de 20 suspeitos procurados".
Entre eles havia dois combatentes da Jihad Islâmica que estavam "atirando" contra seus soldados ou "colocando-os em perigo", detalhou.
O campo de Jenin ficou coberto por uma espeça fumaça preta, constatou um jornalista da AFP, que viu um homem baleado caído no chão antes de outro homem pegar sua arma e atirar.
A Cidade de Jenin e seu campo, onde vivem cerca de 23.000 pessoas segundo a ONU, foram palco de confrontos recorrentes nos últimos meses.
O Exército israelense informou que as operações respondem a um "aumento significativo dos ataques terroristas" na Cisjordânia, "com mais de 550 tentativas de atentado desde que a guerra começou".
Segundo o Ministério de Saúde palestino, desde o início da guerra desencadeada em 7 de outubro com o ataque mortal do Hamas a Israel, ao menos 170 palestinos foram mortos na Cisjordânia por soldados, ou por colonos israelenses.
O Exército israelense afirma ter detido na Cisjordânia mais de 1.400 palestinos desde 7 de outubro e assegura que a maioria é afiliada ao Hamas.
No entanto, segundo a ONG Clube de Presos Palestinos, o número de detidos é de mais de 2.000 palestinos.
L.Janezki--BTB