-
Noosha Aubel: fracasso na liderança em vez de um novo começo — estará a presidente da Câmara de Potsdam à altura do cargo?
-
UE reafirma apoio a Zelensky durante momento de tensão com Trump
-
Elon Musk apresenta carro 'voador' da Tesla
-
Nova secretária de imprensa de Trump minimiza potencial da China por falta de 'banheiros adequados'
-
'Subsidiar combustíveis fósseis equivale a subsidiar o suicídio', denuncia secretário-geral da ONU
-
Presidente do Fed diz que IA é a 'mudança mais importante' para a economia que já viu
-
Três crianças e um professor são mortos em ataque armado em escola no Oregon, EUA
-
Seul descarta ceticismo de Pyongyang por teste de arma hipersônica
-
Três crianças e um profesor são mortos em ataque armado em escola no Oregon, EUA
-
Flamengo empata sem gols com Estudiantes na ida da semifinal da Libertadores
-
Zelensky busca apoio europeu após desafiar exigência dos EUA
-
Esquerda desperta para reverter desvantagem de Lula no segundo turno
-
Porta-voz de Trump insiste em se apresentar como advogada apesar de questionamentos sobre suas credenciais
-
Manifestação de universitários termina em confronto com a polícia na Argentina
-
Corinthians vence Colo-Colo (2-0) na estreia da Libertadores feminina
-
Isabel Allende ganha Prêmio Planeta 2026
-
Juventus vira sobre Celta (2-1) e mantém liderança da Liga Europa
-
Houthis atacam sede presidencial no Iêmen e aumentam tensão entre Arábia Saudita e Irã
-
Ameba "comedora de cérebro" é detectada em lagos artificiais no México
-
Polícia e manifestantes entram em confronto durante marcha universitária na Argentina
-
EUA anuncia investimento de mais de US$ 300 milhões no Caribe
-
Governo dos EUA processa Califórnia por não verificar registro de eleitores
-
Lautaro Martinez ficará afastado por cerca de um mês devido a lesão muscular
-
Professores e estudantes protestam na Argentina contra cortes nas universidades
-
Líder opositor da Guiana requisitado pelos EUA segue detido
-
Lisandro Martínez pede desculpas após criticar diretoria do Manchester United
-
Maduro e esposa se declaram inocentes de acusações de tortura em corte dos EUA
-
EUA sanciona banco cubano acusado de vínculos com entidade iraniana
-
Infantino se desculpa, mas é criticado por membros do Conselho Executivo da Fifa
-
CERN e Mistral se unem para desenvolver uma IA voltada à pesquisa científica
-
Houthis do Iêmen atacam sede do governo no sul do país
-
Brasileiro Rafael Câmara correrá pela Haas na Fórmula 1 a partir de 2027
-
Mulher que acusa Russell Brand de estupro diz que ator se comportou como "um monstro"
-
Califórnia submete à votação primeiro imposto aos bilionários nos EUA
-
Sob risco de fechamento, Casa da América Latina de Paris comemora seus 80 anos
-
Arábia Saudita acusa Irã de 'incentivar a escalada' dos houthis do Iêmen
-
Editor-chefe do veículo independente Novaya Gazeta é libertado na Rússia
-
Trump descarta transmissão de execução de condenado por massacre em base militar
-
Zelensky desafia Trump com mais ataques a refinarias russas
-
Editor-chefe do veículo independente Novaya Gazeta é detido na Rússia
-
Mexicano é detido com cobras e lagartos em aeroporto na Alemanha
-
Avanço de Flávio Bolsonaro preocupa guardiões da Amazônia
-
Câncer de Leão XIV abala seu papado
-
Desabamento de teto de escola mata 32 alunos e uma professora no Paquistão
-
IA, uma possível ferramenta para o clima para além de sua pegada de carbono
-
Novos confrontos entre manifestantes e policiais na capital da Albânia
-
ONU alerta para o aumento da pobreza após choque provocado pela guerra no Irã
-
Harry e Meghan fazem primeira aparição pública juntos desde retorno ao Reino Unido
Professor deslocado retoma aulas em escola transformada em abrigo em Gaza
Arrumou as cadeiras e começou a aula perguntando como se diz "amo a Palestina em inglês". No pátio de uma escola que virou abrigo para deslocados na Faixa de Gaza, Tareq al-Ennabi tenta transmitir uma sensação de normalidade aos alunos.
Em 7 de outubro, o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel, deixando 1.200 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses. Entre os mortos estavam mais de 300 soldados.
No dia seguinte, um domingo, o primeiro dia da semana na Faixa de Gaza, as crianças palestinas não foram à escola devido aos devastadores bombardeios lançados por Israel em resposta.
As escolas foram transformadas em abrigos improvisados para milhares de deslocados ou foram abandonadas por professores e alunos que tiveram de fugir.
O professor Ennabi, um jovem de 25 anos formado em literatura inglesa, deixou a sua escola – al Hourriya, ou liberdade em árabe, administrada pela ONU – na Cidade de Gaza, sitiada por tanques israelenses no momento crítico dos combates.
Após 48 dias de bombardeios, mais de 15 mil mortos, incluindo quase 6 mil menores, segundo o governo do Hamas, e mais de 1,7 milhão de deslocados, o professor decidiu, no primeiro dia da trégua, 24 de novembro, que as crianças deslocadas de Rafah voltariam às aulas.
- Dormir na escola -
Nas salas de aula, as famílias dormem em colchões. Nos corredores, outras pessoas se amontoam na tentativa de se protegerem do frio cortante.
No início do dia, no pátio, Ennabi dá aula para cerca de 40 meninos e meninas de todos os níveis do ensino fundamental. O material foi adquirido com pequenas doações arrecadadas com os deslocados.
O professor supervisiona os esforços dos alunos ao escreverem "Eu amo a Palestina" em árabe e inglês.
Layan, de 10 anos, interrompe a atividade brevemente para contar sua história: "saímos da Cidade de Gaza porque o ocupante (Israel) bombardeou a nossa casa, por isso agora dormimos na escola", diz.
"O tio Tareq nos ensina inglês. Quando eu crescer quero ser professora de inglês", diz alegremente.
Safa arrisca outra frase: "meu nome é Safa", sob os olhos do professor.
- Falar "ao mundo" -
Para ele, ensinar inglês em plena guerra é um ato de militância. Primeiro, diz à AFP, "devolvemos o sorriso às crianças". Depois, "as ajudamos a falar inglês para que possam ser ouvidas pelo mundo".
No momento, ensinava 40 alunos pela manhã e 40 à tarde, mas disse que esperava atrair outros colegas para sua causa.
Na Faixa de Gaza, pequeno território superpovoado e assolado pela pobreza, 81,5% dos habitantes são pobres e 46,6% estão sem emprego. Além disso, cerca da metade tem menos de 15 anos, segundo a ONU.
Porém, depois de 17 anos de bloqueio israelense e de repetidas guerras que destruíram muitas escolas, estas crianças e adolescentes não têm mais salas de aula.
Em tempos de paz, a ONU administrava mais de 180 escolas com horários complicados: em alguns centros, as aulas se dividem em três turnos, cada um deles atende a crianças de níveis diferentes para que todos possam ter algumas poucas horas de ensino por dia.
Na guerra atual, segundo o governo do Hamas, 266 escolas ficaram parcialmente destruídas e 67 completamente inutilizadas.
F.Müller--BTB