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Sunak prevê para 2º semestre de 2024 eleições legislativas no Reino Unido
O primeiro-ministro britânico, o conservador Rishi Sunak, afirmou nesta quinta-feira (4) que espera convocar as próximas eleições legislativas no Reino Unido nos últimos seis meses deste ano.
"Minha hipótese de trabalho é que teremos eleições legislativas na segunda metade deste ano", disse ele durante uma visita a Mansfield, centro da Inglaterra, em um momento de grande especulação no país sobre a data da próxima disputa eleitoral.
O primeiro-ministro conservador, cujo partido está no poder desde 2010, tem até ao final de janeiro de 2025 para convocar as eleições.
O Partido Trabalhista (centro-esquerda) aparece com 18 pontos percentuais de vantagem sobre os conservadores nas últimas pesquisas. Estes últimos enfrentam a pior crise do poder aquisitivo em décadas, inúmeras disputas internas e uma série de escândalos, com cinco primeiros-ministros desde o referendo do Brexit de 2016.
"Quero continuar trabalhando, administrar bem a economia e reduzir os impostos. Mas também quero continuar lutando contra a imigração ilegal", disse o primeiro-ministro, que está no cargo há pouco mais de um ano.
"Portanto, tenho muito a fazer e estou determinado a continuar servindo aos interesses do povo britânico", acrescentou.
Muitos analistas especulavam sobre as eleições serem deixadas para o início de maio, momento do ano em que são convocadas com mais frequência. Nessa data, teriam coincidido com as eleições locais, e as legislativas aconteceriam pouco depois do anúncio do orçamento do governo, em 6 de março, quando os conservadores provavelmente proporão cortes de impostos para atrair os eleitores.
- Trabalhistas 'preparados' -
Pouco antes do anúncio de Sunak, o líder trabalhista, Keir Starmer, pediu à população que aproveite "a oportunidade de mudar o Reino Unido" e disse estar "preparado" para guiar seu partido rumo à vitória.
"A Grã-Bretanha precisa de mudança, quer, exige essa mudança", insistiu ele, em seu primeiro discurso deste ano eleitoral, em um "think tank" em Bristol, no oeste de Inglaterra, falando, ainda, de uma nação "cansada, até desesperada", que perdeu toda a confiança em seus dirigentes.
No mesmo discurso, dirigiu-se àqueles que sofreram as consequências "da pandemia, da crise do custo de vida, do desafio do Brexit e do caos" do governo.
O líder trabalhista, de 61 anos, prometeu erguer um serviço de saúde pública em pleno declínio, reduzir as contas de luz e até aumentar o número de policiais nas ruas.
"Não somos mais um partido de protesto", ressaltou esse homem que reorientou o Partido Trabalhista para posições de centro, depois de suceder a Jeremy Corbyn em 2020, posicionado mais à esquerda do espectro político.
C.Meier--BTB