-
Quase 260.000 deslocados por incêndios que assolam Espanha e França
-
Norris supera Ferraris e conquista pole do GP da Hungria; Bortoleto é 14º
-
Atlético de Madrid contrata meio-campista sul-coreano Kang-In Lee, do PSG
-
Flávio Bolsonaro: um presidenciável à sombra do pai
-
Com dificuldades, Flávio Bolsonaro oficializa candidatura à Presidência
-
Manchester City renova com zagueiro uzbeque Khusanov por cinco anos
-
Quase 270.000 deslocados por incêndios que assolam Espanha e França
-
Em tempos de guerra, execuções no Irã se intensificam
-
Movimento estudantil consegue forçar renúncia do ministro da Educação na Índia
-
Huthis reivindicam ataque na Arábia Saudita, a nova frente da guerra no Oriente Médio
-
Flávio Bolsonaro oficializa candidatura à Presidência
-
Mais de 175.000 deslocados por incêndios que assolam Espanha e França
-
Guterres pede apoio à Síria na primeira visita de um chefe da ONU desde 2009
-
EUA avalia ataques mais duros contra Irã
-
SpaceX realiza com sucesso voo de teste da Starship, o primeiro desde sua estreia na bolsa
-
Um minuto de silêncio entre escombros na Venezuela, um mês após terremotos
-
EUA registra recorde de casos de sarampo em 35 anos
-
Peru e Venezuela concordam em retomar relações rompidas em 2024
-
Governo confirma recrutamento de panamenhos para guerra na Ucrânia
-
Petro diz que presidente eleito da Colômbia "obedece" ao governo dos EUA
-
Paramount concorda em adiar fusão com Warner Bros.
-
Peru volta a ter Congresso bicameral após três décadas
-
UE poderá pagar 'preço muito alto' por multa ao Google, ameaça Trump
-
Sinner e Djokovic desistem do Masters 1000 de Montreal
-
Karim Khan é destituído de suas funções como procurador do TPI
-
Tribunal dos EUA considera ilegais barreiras contra pílula abortiva
-
Ferrari mostra suas garras para a Mercedes nos treinos livres do GP da Hungria de F1
-
Ex-ministro e aliado de Maduro se declara inocente de lavagem de dinheiro nos EUA
-
CAS analisará recurso do Senegal sobre Copa Africana de Nações em outubro
Israel apresenta plano para pós-guerra em Gaza após três meses de conflito
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, apresentou publicamente pela primeira vez propostas para o pós-guerra em Gaza, onde autoridades locais relataram, nesta sexta-feira (5), dezenas de mortes nas últimas 24 horas em incessantes bombardeios israelenses.
O plano de Yoav Gallant, comunicado à imprensa na quinta-feira, recomenda que nem Israel nem o Hamas governem o território palestino e rejeita o estabelecimento de assentamentos judaicos ali. Este é um plano preliminar, ainda não adotado pelo gabinete de guerra israelense.
Suas linhas gerais foram divulgadas na véspera da quarta viagem do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, à região desde o ataque brutal do movimento islamista palestino Hamas contra Israel, em 7 de outubro, que deixou 1.140 mortos e desencadeou a guerra.
O futuro do território palestino está no centro das preocupações da comunidade internacional, em meio a apelos crescentes por um cessar-fogo.
Segundo o Hamas, que governa Gaza desde 2007, as operações militares israelenses deixaram 22.600 mortos em quase três meses, muitos deles mulheres e crianças.
Além disso, grande parte do território foi reduzido a escombros, e se tornou "simplesmente um lugar inabitável, um lugar de morte e desesperança", cujos habitantes "enfrentam ameaças diárias ante o olhar do mundo", denunciou o chefe de operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths, nesta sexta-feira.
Os bombardeios continuaram durante a noite nas regiões de Khan Yunis e Rafah, no sul da Faixa, assim como em partes do centro de Gaza, segundo correspondentes da AFP.
O Exército de Israel afirmou que suas tropas "atingiram mais de 100 alvos" em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo posições militares, locais de lançamento de foguetes e depósitos de armas.
O Ministério da Saúde do território palestino relatou 162 mortes nesse período.
- Nem Hamas nem Israel -
De acordo com o plano de Gallant, a guerra continuará até que Israel desmantele as "capacidades militares e de governo" do Hamas, o qual prometeu "aniquilar", e liberte os 132 reféns ainda detidos pelo grupo islamista. Estima-se que ao menos 24 dos 250 prisioneiros feitos pelo Hamas morreram.
Assim que Israel atingir seus objetivos - um horizonte para o qual não existe um calendário definido -, os "comitês civis" palestinos começarão a assumir o controle do território.
"O Hamas não governará Gaza, [e] Israel não governará os civis de Gaza", assegurou Gallant, ao apresentar seu plano à imprensa.
"Os habitantes de Gaza são palestinos. Consequentemente, as entidades palestinas estarão encarregadas [da gestão], na condição de que não haja nenhuma ação hostil ou ameaça contra o Estado de Israel", acrescentou.
- Rafah lotada -
As condições de vida dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza são mais do que precárias, e as Nações Unidas estimam que haja pelo menos 1,9 milhão de deslocados.
Imagens da AFPTV mostram famílias inteiras, em busca de segurança dos combates, chegando à cidade fronteiriça de Rafah em carros lotados e a pé.
"Fugimos do campo de Jabaliya para Maan [em Khan Yunis] e agora estamos fugindo de Maan para Rafah", disse uma mulher que não quis revelar seu nome.
"[Não temos] água, eletricidade ou comida", acrescentou.
Um porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinos disse à AFP que Rafah está lotada.
"Geralmente, 250 mil pessoas vivem ali. E agora são mais de 1,3 milhão", disse Adnan Abu Hasna.
"Observamos um colapso das condições sanitárias" e uma "propagação significativa" de doenças, acrescentou.
No hospital Al Amal, em Khan Yunis, um dos poucos centros médicos em Gaza ainda em funcionamento, o Crescente Vermelho palestino disse que sete pessoas deslocadas, incluindo um bebê de cinco dias, morreram.
A cerca de cinco quilômetros da fronteira com Gaza, famílias israelenses viajaram, nesta sexta-feira, pela primeira vez, ao local onde ocorreu o festival de música "Tribe of Nova", onde 364 participantes morreram durante o atentado do Hamas.
"É mais duro do que pensava", reconheceu Michel Levi, de 41 anos, cujo irmão foi sequestrado e sua cunhada morreu.
- Medidas imediatas de ajuda -
Além da Turquia, o secretário também visitará Grécia, Israel, Cisjordânia e outros cinco países árabes.
Os receios de uma conflagração regional aumentaram esta semana após a morte do número dois do Hamas, Saleh al Aruri, em um ataque com mísseis no Líbano.
Aruri morreu no sul de Beirute, reduto do partido Hezbollah, movimento apoiado pelo Irã que, desde o início do conflito, está envolvido em confrontos com tropas israelenses na fronteira sul do Líbano.
Por sua vez, líder de Hezbollah, Hassan Nasrallah, garantiu nesta sexta que seus combatentes vão "responder" ao ataque no "campo de batalha".
burs-smw/mas-meb-sag/jvb/tt/aa/rpr/dd/am
K.Brown--BTB