-
Movimento estudantil consegue forçar renúncia do ministro da Educação na Índia
-
Huthis reivindicam ataque na Arábia Saudita, a nova frente da guerra no Oriente Médio
-
Flávio Bolsonaro oficializa candidatura à Presidência
-
Mais de 175.000 deslocados por incêndios que assolam Espanha e França
-
Guterres pede apoio à Síria na primeira visita de um chefe da ONU desde 2009
-
EUA avalia ataques mais duros contra Irã
-
SpaceX realiza com sucesso voo de teste da Starship, o primeiro desde sua estreia na bolsa
-
Um minuto de silêncio entre escombros na Venezuela, um mês após terremotos
-
EUA registra recorde de casos de sarampo em 35 anos
-
Peru e Venezuela concordam em retomar relações rompidas em 2024
-
Governo confirma recrutamento de panamenhos para guerra na Ucrânia
-
Petro diz que presidente eleito da Colômbia "obedece" ao governo dos EUA
-
Paramount concorda em adiar fusão com Warner Bros.
-
Peru volta a ter Congresso bicameral após três décadas
-
UE poderá pagar 'preço muito alto' por multa ao Google, ameaça Trump
-
Sinner e Djokovic desistem do Masters 1000 de Montreal
-
Karim Khan é destituído de suas funções como procurador do TPI
-
Tribunal dos EUA considera ilegais barreiras contra pílula abortiva
-
Ferrari mostra suas garras para a Mercedes nos treinos livres do GP da Hungria de F1
-
Ex-ministro e aliado de Maduro se declara inocente de lavagem de dinheiro nos EUA
-
CAS analisará recurso do Senegal sobre Copa Africana de Nações em outubro
-
Sensação na internet, macaco Punch comemora seu primeiro aniversário
-
Rodri passará por cirurgia nas costas, confirma novo técnico do City
-
Mark van Bommel é o novo técnico da seleção da Bélgica
-
Chamas forçam milhares a fugir por terra e mar de seu paraíso de veraneio na França
-
LeBron James anuncia que jogará pelo Philadelphia 76ers
-
Técnico da Espanha diz que comportamento dos jogadores argentinos após a final da Copa foi 'intolerável'
-
Vários incêndios cercam Madri e obrigam a evacuar milhares de pessoas na França e na Espanha
-
Brasil proíbe produção e venda de foie gras
-
Jürgen Klopp é anunciado como novo técnico da seleção da Alemanha
-
'O fogo te devora', diz morador evacuado pelo incêndio sem precedentes perto de Madri
-
Росія після Путіна: «Парламент із шансом в один відсоток»
-
Россия после Путина: «Парламент с шансом в один процент»
-
A Rússia pós-Putin: O «Parlamento com uma hipótese de 1%»
-
IA se tornou poderosa demais para ser controlada?
-
Incêndios cercam Madri e obrigam a evacuações na França e Espanha
-
Ao menos 21 mortos em ataques de longo alcance na Rússia e na Ucrânia
Aspectos de um Equador em 'conflito armado' pela violência do narcotráfico
Prisões transformadas em escritórios do crime, ruas submetidas ao terror de fuzis e granadas e governos sob pressão dos traficantes de drogas: o Equador volta a se aproximar do abismo e declara "conflito armado interno".
O país deixou de ser um paraíso de paz na América da Sul para mergulhar na violência do narcotráfico, com uma taxa de 46 assassinatos para cada 100.000 habitantes em 2023, a mais alta de sua história.
- Motins
Depois de assumir o poder em novembro, o presidente Daniel Noboa se voltou para 22 estruturas ligadas ao tráfico de drogas. As três principais se autodenominam Los Choneros, Lobos e Tiguerones.
Têm alianças com organizações estrangeiras, como o cartel mexicano de Sinaloa, e coordenam sua operação a partir da prisão, sob o olhar cúmplice de agentes penitenciários, especialmente em Guayaquil (sudoeste), segundo denúncias de organizações civis.
Adolfo Macías ou "Fito", líder de Los Choneros, reinou neste porto durante 12 anos a partir de sua cela, até escapar sem um único tiro, como reconheceu uma operação de controle militar no domingo.
O jovem presidente de 36 anos enfrenta os exércitos do narcotráfico com a promessa de mão de ferro.
Dentro das penitenciárias, os presos vivem em superlotação. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) informou em 2022 que a população carcerária era de 36.599 pessoas, quando a capacidade é de 30.169 (superpopulação de 21,3%).
Senhores das prisões, os detentos guardam seus arsenais como se fossem tesouros e frequentemente organizam rebeliões. Os confrontos entre gangues terminam em massacres que deixaram mais de 460 prisioneiros mortos desde 2021.
Nesta semana, 125 agentes penitenciários e 14 funcionários administrativos foram retidos, após a fuga de "Fito".
Um em cada três presos tem ligações com o tráfico de drogas, segundo estudos independentes.
- Gangues sem controle
Analistas estimam que a violência "extrema" no Equador se intensificou durante o governo de Guillermo Lasso (2021-2023).
O governo conservador resultou em um cabo de guerra permanente entre o poder da força pública e as organizações criminosas, onde ataques com carros-bomba, tiroteios e sequestros deixaram de ser novidade nas principais cidades.
Cada vez que o submundo quis intimidar os equatorianos, Lasso respondeu com estados de exceção, operações militares e toques de recolher.
"O que temos são três organizações criminosas que já não se enfrentam entre si, mas sim contra o Estado, têm um inimigo comum", disse à AFP César Carrión, pesquisador da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
Noboa segue a linha de Lasso, mas foi mais longe e anunciou a construção de prisões de segurança máxima em navios e selvas isoladas, o reforço da Inteligência e o controle de fronteiras com drones e radares.
O governante mais jovem da história do país proclamou o fim dos tempos em que os criminosos "ditavam ao governo no poder o que fazer" e tomou medidas para "recuperar o controle" das prisões.
O anúncio do chamado "Plano Fênix" recebeu como resposta a fuga de "Fito" e um início caótico para 2024.
- "Conflito armado"
Noboa venceu uma corrida à presidência, na qual o candidato Fernando Villavicencio foi assassinado, um sinal de que o Equador estava para atingir o fundo do poço, como aconteceu com sua vizinha Colômbia no século passado.
Em sua primeira crise, o presidente declarou o país em "conflito armado interno" e ordenou às Forças Armadas que "executem operações sob o direito internacional humanitário", ou seja, concedeu "status" de beligerante às gangues.
"Agora vai se concentrar em enfrentá-las dentro de uma perspectiva que ele mesmo (Noboa) definiu como parte do conflito militar interno (...) A mão de ferro se estabelece agora de forma explícita e com grande legitimidade por parte da população, porque já está exausta, farta disso", analisa Carrión.
Para isso, conta com uma força de cerca de 60 mil soldados, quase o número de policiais.
O.Lorenz--BTB