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Biden alerta republicanos do Congresso sobre perigo de bloqueio de ajuda à Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou nesta quarta-feira (17) os republicanos que bloquear a ajuda militar americana para a Ucrânia ameaça o "mundo livre", após as conversas com os líderes do Congresso na Casa Branca não alcançarem progresso significativo.
Os republicanos bloqueiam a solicitação do democrata Biden para a liberação de um grande pacote de segurança nacional que inclui US$ 60 bilhões (R$ 296 bilhões) em ajuda para a Ucrânia, assistência para seu aliado Israel e dinheiro para reforçar a segurança na fronteira entre os Estados Unidos e o México.
Isso ocorre em um momento em que a ajuda militar crucial de Washington para a luta da Ucrânia contra a invasão russa se esgotou.
A Casa Branca disse que Biden alertou os membros da Câmara e do Senado que o impasse prolongado "coloca em perigo a segurança nacional dos Estados Unidos, a aliança da Otan e o resto do mundo livre".
Também afirmou que Biden "pediu ao Congresso para fornecer rapidamente fundos adicionais para apoiar a Ucrânia e enviar um sinal forte sobre a determinação dos Estados Unidos (...) e deixou claro que devemos agir agora para enfrentar os desafios na fronteira".
O presidente republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse que foi uma "reunião produtiva", mas insistiu que Biden precisa fazer mais em relação à imigração.
"Devemos insistir que a fronteira seja a prioridade máxima. Acredito que temos certo consenso sobre isso", disse Johnson aos jornalistas após a reunião.
Johnson tem pouco espaço de manobra, já que os republicanos têm apenas uma vantagem muito estreita na Câmara, o que dá aos membros de extrema direita o controle da política do partido.
O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, disse que havia "um amplo acordo" sobre a necessidade de encontrar uma solução bipartidária.
"O próprio presidente disse repetidamente que está disposto a avançar na questão da fronteira", disse Schumer aos jornalistas.
Tanto Schumer quanto o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, indicaram que uma votação sobre a ajuda à Ucrânia, juntamente com mudanças na política de imigração, era uma possibilidade cada vez maior, relataram os veículos de comunicação americanos.
- 'Luta contra a tirania' -
Da parte da Casa Branca, também participaram das conversas o chefe de gabinete de Biden, Jeff Zients, o conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, e a diretora nacional de inteligência, Avril Haines.
Biden tornou o apoio à Ucrânia após a invasão russa de fevereiro de 2022 um pilar fundamental de sua política externa e tem tentado usá-lo para aprimorar suas credenciais de líder mundial em sua tentativa de ser reeleito em novembro.
Seu provável adversário nas eleições, Donald Trump, lidera os movimentos republicanos de linha dura para colocar a imigração ilegal através da fronteira com o México no centro das eleições, usando a Ucrânia como alavanca para forçar a mudança.
A secretária de imprensa de Biden, Karine Jean-Pierre, havia dito antes da reunião que a atenção do presidente estava focada em restabelecer a ajuda à Ucrânia pró-ocidental.
"O foco do presidente hoje está na Ucrânia e na importância de continuar apoiando este país em sua luta contra a tirania e a agressão do presidente [da Rússia, Vladimir] Putin", declarou aos jornalistas.
A Ucrânia tem implorado por mais ajuda enquanto tenta repelir as forças russas, mas o crescente cansaço com a guerra nas capitais ocidentais coloca em risco o direcionamento da assistência.
B.Shevchenko--BTB