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Polícia paquistanesa alerta que reprimirá 'manifestações ilegais' pós-eleitorais
A polícia do Paquistão alertou neste domingo (11) que reprimirá as "manifestações ilegais" pós-eleitorais, depois que o partido do ex-primeiro-ministro Imran Khan, preso, pediu aos seus apoiadores que protestassem contra supostas fraudes durante as eleições legislativas.
As autoridades alertaram que iriam tomar medidas rigorosas, sob uma lei da era colonial que proíbe reuniões de cinco ou mais pessoas.
"Alguns indivíduos estão incitando manifestações ilegais em torno da Comissão Eleitoral e de outros escritórios do governo", disse a polícia da capital Islamabad no domingo.
"Serão tomadas medidas legais contra manifestações ilegais. É preciso lembrar que convocar manifestações também é crime", acrescentou.
Candidatos independentes, em sua maioria apoiados pelo partido de Khan, o Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI), conquistaram o maior número de assentos durante a votação de quinta-feira, reduzindo as chances da Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N) do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, apoiado pelo exército, de obter a maioria para governar o país.
O partido de Imran Khan não estava autorizado a concorrer como tal, portanto seus candidatos concorreram como independentes. No entanto, não podem formar um governo, o que pressagia semanas de incerteza política durante as quais os partidos rivais terão de negociar possíveis coalizões.
Os dirigentes do PTI afirmam que se não houvesse fraude nas eleições, como afirmam, teriam conquistado ainda mais deputados.
O corte dos serviços telefônicos e de internet móvel ordenado pelas autoridades na quinta-feira e a lentidão no processo de contagem dos votos levantaram suspeitas de tentativas de manipulação durante o processo eleitoral por parte dos militares, com o objetivo de alcançar a vitória do PML-N.
"As eleições foram sutilmente fraudadas em todo o Paquistão", declarou o presidente do PTI, Gohar Ali Khan, durante uma coletiva de imprensa no sábado, apelando aos seus apoiadores para "se manifestarem pacificamente" no domingo.
J.Horn--BTB